
O motorista da carreta envolvida no trágico acidente na BR-116, em Teófilo Otoni (MG), que resultou na morte de 39 pessoas, estava sob o efeito de álcool, cocaína e ecstasy no momento da colisão, de acordo com os exames toxicológicos realizados durante a investigação. Essa combinação de substâncias psicoativas foi um dos principais fatores apontados pelas autoridades para a gravidade do incidente.
A presença dessas drogas no organismo de Arilton Bastos Alves, que dirigia o caminhão, demonstra um claro desrespeito à segurança no trânsito e à vida das pessoas. O juiz Danilo de Mello Ferraz, responsável pela decisão que resultou na prisão do motorista, destacou a imprudência de Arilton ao dirigir sob a influência dessas substâncias, o que caracteriza um “dolo eventual”, ou seja, o motorista assumiu conscientemente o risco de causar um acidente fatal.
Além do uso de álcool, cocaína e ecstasy, as investigações revelaram que o motorista estava trafegando em alta velocidade – a 90 km/h, quando o limite da via era de 80 km/h. A combinação de álcool, drogas e excesso de velocidade contribuiu diretamente para o acidente que ceifou vidas e gerou indignação em todo o país.
Essa informação reforça a necessidade urgente de medidas mais rigorosas de fiscalização e controle sobre motoristas que dirigem sob o efeito de substâncias entorpecentes, além da conscientização sobre os riscos que essa prática representa para a segurança de todos nas estradas.
Texto: Mirian Costa