<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blumenau &#8211;  Portal IF3M</title>
	<atom:link href="https://portalif3m.com.br/tag/blumenau/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://portalif3m.com.br</link>
	<description>Conectando a Amazônia ao Mundo</description>
	<lastBuildDate>Fri, 07 Apr 2023 15:05:12 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.1.1</generator>

<image>
	<url>https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2022/10/cropped-512-32x32.png</url>
	<title>Blumenau &#8211;  Portal IF3M</title>
	<link>https://portalif3m.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Portal IF3M &#8211; Crescem casos de ataques em escolas: especialistas dizem o que fazer</title>
		<link>https://portalif3m.com.br/2023/04/07/portal-if3m-crescem-casos-de-ataques-em-escolas-especialistas-dizem-o-que-fazer/</link>
					<comments>https://portalif3m.com.br/2023/04/07/portal-if3m-crescem-casos-de-ataques-em-escolas-especialistas-dizem-o-que-fazer/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2023 15:05:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ataques em escolas]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[Realengo]]></category>
		<category><![CDATA[Vila Sônia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalif3m.com.br/?p=3708</guid>

					<description><![CDATA[Há doze anos, um jovem de 23 anos invadiu a escola onde havia estudado no]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Food-Ads-Feed-Ad-Square-50.png" alt="" class="wp-image-3709" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Food-Ads-Feed-Ad-Square-50.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Food-Ads-Feed-Ad-Square-50-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Food-Ads-Feed-Ad-Square-50-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Food-Ads-Feed-Ad-Square-50-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto : Fernando Frazão</figcaption></figure>



<p>Há doze anos, um jovem de 23 anos invadiu a escola onde havia estudado no bairro de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, e produziu um massacre que chocou o país: armado com dois revólveres, ele disparou contra os alunos, matando doze deles e cometendo suicídio em seguida. Na época, o episódio assustador foi tratado pela imprensa como de fato era até então: algo fora do comum no Brasil. Há alguns anos, no entanto, a ocorrência de diversos casos similares tem exigido atenção das autoridades e gerado preocupação em pesquisadores, que apontam&nbsp;caminhos para enfrentar esse cenário.&nbsp;</p>



<p>Anteontem (5) uma creche em Blumenau (SC) se tornou alvo de um homem de 25 anos que tirou a vida de quatro crianças. Nesse caso, investigações preliminares não apontaram nenhum vínculo do agressor com a instituição. Há menos de dez dias, outro ataque causou uma morte e deixou cinco pessoas feridas na Escola Estadual Thomazia Montoro, no bairro Vila Sônia, em São Paulo. O crime foi cometido por um de seus alunos, de 13 anos.&nbsp;</p>



<p>Nos últimos anos, outros episódios similares que tiveram grande repercussão no país também foram promovidos por estudantes ou ex-estudantes, como os registrados em Aracruz (ES) no ano passado e em Suzano (SP) em 2019.&nbsp;</p>



<h2>Ataques pelo país</h2>



<p>De acordo com mapeamento da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sobre casos de ataques em escolas por alunos ou ex-alunos, o primeiro episódio foi registrado em 2002. À época, um adolescente de 17 anos disparou contra duas colegas dentro da sala de aula de uma escola particular de Salvador. O levantamento da Unicamp deixa de fora episódios de violência não planejados, que podem ocorrer, por exemplo, em decorrência de uma briga.&nbsp;</p>



<p>Foram listadas 22 ocorrências desde 2002, sendo que em uma ocasião o ataque envolveu duas escolas. Em três episódios, o crime foi cometido em dupla. Em cinco, os atiradores se suicidaram na sequência. Ao todo, 30 pessoas morreram, sendo 23 estudantes, cinco professores e dois funcionários das escolas.&nbsp;</p>



<p>Do total de casos, 13 (mais da metade) estão concentrados apenas nos últimos dois anos.&nbsp;</p>



<h2>Extremismo de direita</h2>



<p>A preocupação com a situação levou o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Daniel Cara, a coordenar a criação de um grupo formado por 11 pesquisadores de universidades de diversos estados do país. No final do ano passado, eles elaboraram um documento analisando o cenário e propondo estratégias concretas para a ação governamental.&nbsp;</p>



<p>Segundo os pesquisadores, esses casos devem ser classificados como extremismo de direita, pois envolvem cooptação de adolescentes por grupos neonazistas que se apoiam na ideia de supremacia branca e masculina e os estimulam a realizar os ataques. Esses grupos disseminam um discurso que valoriza o preconceito, a discriminação, o uso de força e que encoraja direta e indiretamente atos agressivos e violentos. Para os pesquisadores, medidas de prevenção só serão eficazes se atuarem sobre esse cenário.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>&#8220;É necessário compreender que o processo de cooptação pela extrema-direita se dá por meio de interações virtuais, em que o adolescente ou jovem é exposto com frequência ao conteúdo extremista difundido em aplicativos de mensagens, jogos, fóruns de discussão e redes sociais&#8221;, registra o documento.&nbsp;</p>



<p>A presença de símbolos associados a ideologias de extrema-direita tem sido recorrente nestes atos violentos. O autor de um ataque realizado em fevereiro deste ano com bombas caseiras em uma escola em Monte Mor (SP), que não resultou em mortos ou feridos, vestia uma braçadeira com a suástica nazista. Artigo similar foi usado no massacre que deixou quatro mortos e diversos feridos em duas escolas de Aracruz em novembro do ano passado. O jovem responsável pelo episódio de violência usava sobre a manga de sua roupa camuflada uma braçadeira com um emblema que era usado por nazistas alemães.&nbsp;</p>



<h2><em>Siege mask</em></h2>



<p>No recente ataque registrado na Vila Sônia, em São Paulo, assim como no de Aracruz no ano passado, o autor vestia ainda uma máscara de esqueleto. Usada pelo personagem Ghost da franquia de jogos&nbsp;<em>Call Of Duty</em>, ela é conhecida como&nbsp;<em>siege mask</em>&nbsp;e se popularizou em fóruns de&nbsp;<em>gamers</em>&nbsp;extremistas para depois se tornar um aparato de identificação de simpatizantes neonazistas em todo o mundo. É hoje uma marca em atos da extrema-direita.&nbsp;</p>



<p>Ela aparece, por exemplo, em janeiro de 2021 na invasão do Capitólio, edifício que abriga o Congresso dos Estados Unidos, por uma multidão descontente com a derrota do ex-presidente Donald Trump nas eleições presidenciais do país. Esteve presente também nos atos antidemocráticos ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro desse ano. Imagens de câmeras de segurança captaram a imagem de um homem utilizando a máscara em meio ao grupo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que depredaram o Palácio do Planalto e defendiam uma intervenção militar para depor o recém-iniciado governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.&nbsp;</p>



<p>Segundo sustentam alguns pesquisadores, a&nbsp;<em>siege mask</em>&nbsp;foi adotada por grupos de extrema-direita por suas semelhanças com a caveira que era usada como emblema pela&nbsp;<em>Totenkopf</em>, uma divisão da SS, organização paramilitar ligada ao Partido Nazista que atuou diretamente no Holocausto. Essa máscara também está associada com o massacre realizado por uma dupla que deixou oito mortos em 2019 na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano. Um dos responsáveis pelo crime a utilizava em fotos compartilhadas nas redes sociais.&nbsp;</p>



<h2>&#8220;Sensação de pertencimento&#8221;</h2>



<p>A educadora Telma Vinha, coordenadora da pesquisa realizada pela Unicamp, observa que há um perfil mais frequente entre os autores dos ataques: homens jovens brancos geralmente com baixa autoestima e sem popularidade na escola. &#8220;Não são populares na turma. Eles têm muitas relações virtuais, mas não tanto presenciais. E nutrem uma falta de perspectiva, de propósito em termos de futuro&#8221;, pontuou em entrevista levada ao ar no dia 30 de março pela TV Unicamp.&nbsp;</p>



<p>A pesquisadora também afirma ser comum a existência de transtornos mentais não diagnosticados ou sem o devido acompanhamento. Esses quadros podem se desenvolver ou se agravar pela dificuldade de relacionamento nas escolas, o que pode ocorrer, por exemplo, com os que são alvos de&nbsp;<em>bullying</em>. Alguns também vivem situações prolongadas de exposição a processos violentos em casa, incluindo negligências familiares e autoritarismo parental, o que contribuem para desenvolver um perfil de agressividade no âmbito doméstico.&nbsp;</p>



<p>Telma observa que a cooptação tem ocorrido por meio de jogos&nbsp;<em>online</em>, onde há&nbsp;<em>chats</em>&nbsp;paralelos. Dali, se deslocam para fóruns e redes sociais onde há incentivo de violência e discursos misóginos e racistas. No ambiente virtual, esses jovens podem experimentar uma sensação de pertencimento a um grupo que não possuem na escola. O crescimento dos ataques também tem sido relacionado como um possível desdobramentos da pandemia de covid-19. Isso porque o consumo de jogos eletrônicos cresceu durante os períodos de isolamento social, o que deixaria os jovens mais expostos à cooptação por grupos que propagam discursos de ódio.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Segundo a educadora, na maioria das vezes, não se tratam de crimes passionais, motivados unicamente por vingança ou raiva desencadeada por um tratamento recebido. Os autores planejam&nbsp;fazer o maior número de vítimas, pois têm como objetivo a busca por notoriedade pública e reconhecimento da comunidade virtual.</p>



<p>&#8220;Mesmo agindo de forma isolada, acreditam que fazem parte de um movimento, se sentem parte de algo maior&#8221;, explica.</p>



<p>Ela também ressalta que o Brasil não está vivendo um fenômeno isolado, mas que casos com características muito similares também estão sendo registrados em outros países.&nbsp;</p>



<p>Nos Estados Unidos, onde massacres produzidos por jovens em escolas ocorrem há mais tempo e com mais frequência, um&nbsp;<a href="https://www.washingtonpost.com/education/interactive/school-shootings-database/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">levantamento realizado pelo jornal Washington Post</a>&nbsp;mapeou 377 incidentes desde 1999. Considerando somente 2021 e 2022, foram 88, quase um quarto do total.&nbsp;</p>



<p>No Brasil, de acordo com o mapeamento da Unicamp, os ataques registrados desde 2002 aconteceram em 19 escolas públicas, entre estaduais e municipais, e em quatro particulares. Segundo Telma, os perfis das instituições são distintos. Por isso, não há razão para responsabilizá-las. Ela conta que já conheceu professores que se perguntavam se fizeram algo de errado.</p>



<blockquote class="wp-block-quote">
<p>&#8220;Não há nada que explique porque aconteceu em determinada escola e não em outra. Pode acontecer em qualquer lugar. Tem escolas localizadas em regiões mais violentas dos que as que foram atacadas. Ataques ocorrem em escolas com diferentes níveis de estrutura&#8221;, pondera.&nbsp;</p>
</blockquote>



<h2>Caminhos&nbsp;</h2>



<p>Após os últimos ataques, o governo paulista se apressou em anunciar algumas medidas, entre elas a alocação de policiais dentro das escolas e a ampliação de investimento em um programa de mediação de conflitos nas unidades de ensino. Em Santa Catarina, o prefeito de Blumenau prometeu a criação de um protocolo de prevenção para evitar novos casos.</p>



<p>A repercussão dos casos recentes também levou a adoção de medidas em outros estados. O governo do Rio de Janeiro anunciou a criação de um Comitê Permanente de Segurança Escolar com representantes da Segurança Pública e da Educação para atuar na prevenção às situações de violência nas escolas públicas e privadas.</p>



<p>Por sua vez, o governo federal criou um grupo interministerial para analisar propostas de políticas públicas. </p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>



<p><strong>Leia mais:</strong></p>



<p>Portal IF3M – <a href="https://portalif3m.com.br/2023/04/07/portal-if3m-prefeitura-de-manaus-anuncia-pontos-de-vacinacao-contra-a-covid-19-que-funcionarao-neste-sabado-8-4/">Portal IF3M – Prefeitura de Manaus anuncia pontos de vacinação contra a Covid-19  que funcionarão neste sábado (8/4) –  Portal IF3M</a></p>



<p>Portal IF3M –&nbsp;<a href="https://portalif3m.com.br/2023/04/06/portal-if3m-prefeitura-de-manaus-intensifica-servicos-de-limpeza-em-cemiterios-da-cidade/">Prefeitura de Manaus intensifica serviços de limpeza em cemitérios da cidade</a></p>



<p>Portal IF3M –&nbsp;<a href="https://portalif3m.com.br/2023/04/06/portal-if3m-policia-pede-divulgacao-da-imagem-de-jovem-desaparecido-em-manaus/">Polícia pede divulgação da imagem de jovem desaparecido em Manaus</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://portalif3m.com.br/2023/04/07/portal-if3m-crescem-casos-de-ataques-em-escolas-especialistas-dizem-o-que-fazer/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
