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	<title>CCEE &#8211;  Portal IF3M</title>
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		<title>Portal IF3M &#8211; Pequenas e médias empresas já podem contratar energia no mercado livre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jan 2024 13:48:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O ano de 2024 começou com boa notícia para pequenas e médias empresas que contratam]]></description>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Feed_Portal-IF3M-9.png" alt="" class="wp-image-8931" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Feed_Portal-IF3M-9.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Feed_Portal-IF3M-9-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Feed_Portal-IF3M-9-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Feed_Portal-IF3M-9-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Marcello Casal</figcaption></figure>



<p>O ano de 2024 começou com boa notícia para pequenas e médias empresas que contratam energia em alta tensão, como padarias e outros setores, e têm contas em torno de R$ 9 mil. Esses consumidores já podem migrar para o Mercado Livre de Energia, um ambiente de venda onde, além de escolherem o fornecedor de preferência, tem espaço para discutir preço, quantidade necessária para uso, período de recebimento e forma de pagamento da energia.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1575136&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1575136&amp;o=node"></p>



<p>Até o fim do ano passado, essas empresas tinham que se submeter ao mercado regulado, também chamado de mercado cativo, e a compra de energia era apenas com a distribuidora local. Antes da abertura, somente os consumidores com demanda de no mínimo 500 kilowatts&nbsp;podiam participar do mercado livre.</p>



<p>“A partir de 2024, todos os consumidores que estiverem ligados em alta tensão poderão ser livres, independentemente da demanda contratada. Antes, precisavam consumir um mínimo para ser livre, agora&nbsp;basta estarem conectados na alta tensão que são&nbsp;elegíveis&nbsp;a ser livre”, informou a administradora Daniela Alcaro, sócia da Stima Energia, empresa comercializadora de energia, em entrevista à&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>.</p>



<p>Segundo ela, existem 200 mil unidades conectadas em alta tensão. Entre elas&nbsp;37 mil já são livres, as maiores e&nbsp;que&nbsp;já vinham migrando desde 2001 como grandes fábricas de aço e vidros. Do restante que está no mercado regulado, uma parte já instalou sistemas de energia solar e comprou energia de geração distribuída.</p>



<p>“Essa parte que encontrou uma alternativa para economizar talvez não se anime a migrar neste momento, mas há&nbsp;outro grupo que não foi por esse caminho e está muito interessado na migração. Eu diria que são 72 mil unidades. Dessas, 13 mil já denunciaram [termo usado no setor para dizer que fez a opção de migração] seus contratos na distribuidora e já sinalizaram que vão migrar”, disse, destacando que isso comprova a demanda para o mercado livre.</p>



<p>O mercado brasileiro de energia é dividido em duas partes. Os consumidores cativos estão no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), onde compram energia de concessionárias de distribuição&nbsp;como a Light e a Enel. Nesse caso, o cliente paga somente uma fatura de energia mensal, concentrando o serviço de distribuição e a geração de&nbsp;energia.</p>



<p>A outra parte é o Ambiente de Contratação Livre (ACL) no qual estão incluídos os consumidores que exercem a escolha e podem comprar a energia diretamente dos geradores ou de comercializadores. As condições são negociadas livremente em contratos bilaterais. O serviço de distribuição é pago pelo cliente por meio de uma fatura a uma concessionária local&nbsp;com tarifa regulada pelo governo e ainda uma ou mais faturas referentes à compra da energia com o preço negociado no contrato.</p>



<p>“A empresa fará contrato com uma distribuidora e passará a pagar duas faturas &#8211;&nbsp;uma à distribuidora pelo transporte e outra para o fornecedor de energia”, observou&nbsp;Daniela.</p>



<p>Segundo a administradora, no começo da venda de energia&nbsp;o mercado regulado foi responsável pela expansão da geração no Brasil, porque comprava toda a energia em contratos de 20 anos&nbsp;indexados à inflação. “Era bom para o gerador, porque o preço ia subindo já que&nbsp;o contrato era indexado, mas muito ruim para o consumidor. Imagina um contrato indexado com período de 20 anos. Quando está na metade, a energia já é extremamente cara e, no final, muito cara”.</p>



<h2>Vantagem</h2>



<p>A vantagem da migração para o mercado livre é a redução dos custos com a energia porque serão adquiridos&nbsp;contratos de geração de energia mais baratos do que os atuais no mercado cativo. Além disso, há previsibilidade, porque no ato da compra já se sabe quanto será pago&nbsp;pela geração. “Eu já sei qual vai ser o meu preço de geração de energia. Não&nbsp;estarei suscetível às intempéries e aos ajustes dentro da energia cativa”, explicou.</p>



<p>De acordo com Daniela, quando o mercado livre surgiu o&nbsp;consumidor&nbsp;questionou&nbsp;a permanência no mercado cativo com tarifas mais elevadas. “Nessa comparação começou a migrar e a ter uma demanda muito grande para o mercado livre, ao ponto de&nbsp;começar a ser responsável pela expansão. A demanda começou a ir mais para o mercado livre, mais equilibrado para o consumidor em termos de preço. Não pesava tanto com contratos longos e indexados”, disse ela, acrescentando,que, em sua&nbsp;maioria, as energias renováveis têm venda no mercado livre.</p>



<h2>Crescimento</h2>



<p>Outro sócio da Stima Energia, Erico Mello&nbsp;contou que esse&nbsp;mercado começou a se movimentar a partir de 2001/2002, quando houve a migração de grandes clientes como a Vale, Votorantim e outros industriais. Em 2008 cerca de 20% da carga nacional era atendida pelo mercado livre e desde aquele ano&nbsp;vem se desenvolvendo.</p>



<p>“Até por causa&nbsp;das renováveis &#8211; em que se tem uma busca dos consumidores por contratos de longo prazo com geradores renováveis. Eles&nbsp;querem ter certeza de que estão comprando energia numa eólica, numa planta solar até de PCH, por exemplo, e por isso fazem contratos de longo prazo, buscando a energia renovável no mercado livre. Esse foi um dos fatores do crescimento do mercado nos últimos dez&nbsp;anos”, disse&nbsp;à&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>, acrescentando, que embora tenha sido um movimento gradual, a expansão do mercado livre baseada nas energias limpas se consolidou a partir de 2016.</p>



<p>Para Mello, o mercado livre trouxe liquidez ao&nbsp;ativo energia.&nbsp;Se o investidor quiser construir uma planta&nbsp;atualmente não terá dúvidas porque sabe que haverá comprador para o que for&nbsp;gerado. “Não precisa mais esperar um leilão do governo para fazer a compra. Pode construir porque vai ter realmente um comprador para a energia, pois existe liquidez no mercado”, disse, comparando o investidor com um produtor de soja ou de feijão que tem noção de venda garantida do seu produto.</p>



<h2>Residenciais</h2>



<p>Os consumidores residenciais ainda não têm permissão para migrar para o mercado livre. Daniela Alcaro comentou que existem várias associações e agentes do mercado de energia em frequente contato com o Ministério de Minas e Energia reivindicando a abertura total do Livre, para que todos possam se beneficiar da redução de custos.</p>



<p>A função da comercializadora é fazer todo o processo de migração desse consumidor, que tem que comunicar à distribuidora, apresentar uma série de documentos, estar ligado à comercializadora para que ela saiba o consumo dele e informe à Câmara de Comercialização de Energia. Então, há um&nbsp;processo para a contabilidade da medição da fatura e dos contratos, feito&nbsp;por uma comercializadora varejista responsável por passar todas as informações.&nbsp;Haverá&nbsp;um relógio medidor de energia para dizer quanto ele&nbsp;está consumindo, o que poderá ser&nbsp; conferido junto com a fatura da varejista.</p>



<p>,Segundo Daniela, quando o mercado livre começou a crescer os consumidores questionaram porque permanecer no mercado regulado com indexação tão forte e, por isso, custo elevado, no lugar de migar para o livre. com contratos mais curtos e,&nbsp;portanto, com uma indexação de menor peso.</p>



<p>“Nessa comparação começou a migrar e a ter uma demanda muito grande para o mercado livre ao ponto desse&nbsp;mercado ser responsável pela expansão. A demanda começou a vir muito mais do mercado livre, muito mais equilibrado em termos de preços para o consumidor, que os indexados”, afirmou,&nbsp;acrescentando que inicialmente todo tipo de energia era vendida no regulado.</p>



<p>“Mais recentemente, a gente tem visto a geração crescer em renováveis, com parques até mais baratos se pensar em uma usina hidrelétrica ou estruturante como Belo Monte, que muito cara se comparada à&nbsp;solar, eólica ou mesmo térmicas de biomassa, que são energias limpas e mais acessíveis do ponto de vista de investimentos”.</p>



<h2>CCEE</h2>



<p>O presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Alexandre Ramos, informou&nbsp;que visando atender à&nbsp;Portaria nº 50/2023, do MME, e os requisitos aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em reunião pública de diretoria, o órgão “prontamente tomou e continuará tomando todas as ações necessárias para garantir a realização da abertura do mercado livre de energia para os clientes conectados em alta tensão, vigente desde o dia 1º de janeiro de 2024”.</p>



<p>Ele disse que com a abertura foi dado um passo importante e defendeu a expansão permanente do mercado. “Entendemos que um importante passo foi dado. Entretanto, propomos que a abertura do mercado, que tanto defendemos, deverá, obrigatoriamente, ser realizada de forma contínua, previsível e, principalmente, de maneira sustentável para o setor elétrico nacional”.</p>



<p>“A CCEE, em&nbsp;trabalho conjunto com o Ministério de Minas e Energia, a Aneel e os agentes de mercado, se empenhou e continuará trabalhando para que a migração das empresas abarcadas pela portaria ao mercado livre ocorra de forma simples, eficiente e segura”, completou.</p>



<p>A câmara&nbsp;foi&nbsp;criada&nbsp;em 2004, por meio de lei federal, para viabilizar o comércio de energia elétrica no mercado livre do Brasil.</p>



<p></p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>



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