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	<title>desmatamento &#8211;  Portal IF3M</title>
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	<description>Conectando a Amazônia ao Mundo</description>
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	<title>desmatamento &#8211;  Portal IF3M</title>
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		<title>Portal IF3M &#8211; Mudanças climáticas já interferem em secas e cheias na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jul 2024 13:30:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O desmatamento, as queimadas, aliados às mudanças climáticas, estão entre as causas da alteração do]]></description>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Feed_Portal-IF3M-2024-07-12T092313.092.png" alt="" class="wp-image-11745" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Feed_Portal-IF3M-2024-07-12T092313.092.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Feed_Portal-IF3M-2024-07-12T092313.092-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Feed_Portal-IF3M-2024-07-12T092313.092-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Feed_Portal-IF3M-2024-07-12T092313.092-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Suamy Beydoun</figcaption></figure>



<p>O desmatamento, as queimadas, aliados às mudanças climáticas, estão entre as causas da alteração do regime hidrológico dos rios da Amazônia, que tem se tornado mais intenso nos últimos anos, levando à ocorrência de cheias e secas mais severas com menor intervalo de tempo. Um exemplo foi a seca histórica de 2023, que causou a maior queda nos níveis dos rios já registrada na região. No Rio Negro, o&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-10/seca-ja-afeta-todos-os-62-municipios-do-amazonas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">nível da água no porto de Manaus chegou a 14,75m</a>, o menor nível já registrado desde o começo da série histórica, em 1902.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1603843&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1603843&amp;o=node"></p>



<p>De acordo com o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) Jochen Shöngart, somente nessas duas primeiras décadas do século 21 foram registrados nove eventos de cheias severas, o mesmo número registrado em todo o século passado.</p>



<p>Shöngart destacou ainda que o aumento da amplitude da cheia e da vazante na Amazônia apresentou uma variação de 1,6 metro. Isso faz com que os rios tanto sequem antes do esperado, quanto o contrário. Essa alteração traz impactos especialmente nas áreas de florestas alagadas, com grandes impactos para as atividades econômicas e também para as populações ribeirinhas da Amazônia, que dependem desses recursos para a sua sobrevivência.</p>



<p>“O curso de inundação, que tem a sua previsibilidade e regularidade, é o principal determinante de processos geomorfológicos, ciclos biogeoquímicos, de crescimento da biota que se adaptou a esse regime, mas também controla as interações biológicas nas áreas alagadas, e até atividades econômicas das populações ribeirinhas, como agricultura e pesca”, explica o pesquisador durante debate sobre as secas e enchentes na Amazônia na 76ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belém.</p>



<p>O pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá Ayan Fleischmann destacou que esse aumento no regime de secas e cheias severas tem impactado as áreas de várzeas. Nos últimos anos, em 23% das áreas de várzeas no baixo Amazonas a duração do período de inundação aumentou mais de 50 dias por ano.</p>



<h2>Secas</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/zzcR__eMgoDzagXJrXwvQyXVdqc=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/seca_0.jpg?itok=SZU-iRam" alt="Tefé (AM) 30/09/2023 - Uma pesquisadora fazem medição e coleta de tecidos de botos mortos em lago no município de Tefé, no Amazonas. Para o ICMBio, há indícios de que a seca prolongada e a temperatura elevada na região possa ter causado as mortes dos animais
Foto: MIGUEL MONTEIRO/INSTITUTO MAMIRAUÁ
" title="MIGUEL MONTEIRO/INSTITUTO MAMIRAUÁ"/></figure>



<h6>Pesquisadora faz medição e coleta de tecidos de botos mortos em lago no município de Tefé, no Amazonas &#8211; Foto: Miguel Monteiro/Instituto Mamirauá</h6>



<p>As secas também têm sido muito extremas. Durante a seca de 2023, o Lago Tefé, no Médio Solimões, no Amazonas, secou 75%, chegando a baixar praticamente 30 cm por dia. Na região, outros lagos ficaram 90% secos.</p>



<p>A seca extrema na Amazônia levou a&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-09/icmbio-vai-apurar-causas-da-morte-de-botos-no-amazonas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">morte 209 botos no lago Tefé</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-10/pesquisadores-encontram-carcacas-de-23-botos-em-coari-no-amazonas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">em Coaraci</a>, em razão da alta temperatura dos lagos. No dia 28 de setembro, 70 botos morreram quando a temperatura da água atingiu 39,1°C.</p>



<p>“Isso é muito preocupante. Especialistas em mamíferos aquáticos afirmam que se a gente encontrar três carcaças de boto em alguns dias, isso já é um alerta. Se a gente encontrar esse tanto, isso já é uma tragédia. Peixes morrendo em seca extrema é comum na Amazônia, mas boto é muito raro. Isso foi uma catástrofe sem precedentes”, lamentou o pesquisador.</p>



<p>Estudos realizados pelo Mamirauá, instituição ligada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), chegaram à conclusão de que os&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-10/analises-sobre-mortes-de-botos-no-am-deve-sair-em-ate-uma-semana" target="_blank" rel="noreferrer noopener">animais morreram por hipertemia</a>, devido às altas temperaturas nos lagos. Medições realizadas pelo instituto em lagos da região mostraram que em mais de 25 deles foram registradas temperaturas de 37°C.</p>



<p>“O que aconteceu com o Lago Tefé e com os botos foi que o lago secou muito, ficou muito raso. Como a gente tem muita radiação solar, o lago aqueceu facilmente e isso gerou picos de temperatura de mais de 40 graus em toda a coluna d’água, em até 2 metros de profundidade, além disso, não tinha refúgio térmico para os animais”, complementou.</p>



<h2>Cenário</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/xXectCXQ0b4WklF1EziIgvfeQF0=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/03/01/53543424679_1735f7c981_o.jpg?itok=YwXL_9SP" alt="20-02-2024 Queimadas e incêndios em Amajari – Roraima - Foto Jader Souza/AL Roraima" title="Jader Souza/AL Roraima"/></figure>



<h6>Queimadas e incêndios em Amajari – Roraima &#8211; Foto Jader Souza/AL Roraima</h6>



<p>Segundo Fleischmann, o cenário atual tem apresentado um contraste, com mais chuvas ocorrendo na região norte da Amazônia e menos chuvas na região sul. Em parte essa diferença no ritmo de chuvas pode ser explicada pelo maior desmatamento, queimadas e implantação de grandes projetos, como hidrelétricas, na parte sul da Amazônia. Enquanto na parte norte estão as áreas mais conservadas.</p>



<p>Quanto menor a quantidade de árvores para fazer o processo de evapotranspiração, a geração de vapor de água para a atmosfera, diminui o percentual de chuvas, com consequente aumento na temperatura na região.</p>



<p>Para este ano, o pesquisador se mostra apreensivo com a possibilidade de ocorrência de uma nova seca severa, devido a um&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-06/sgb-confirma-baixa-probabilidade-de-cheias-no-amazonas-ate-agosto" target="_blank" rel="noreferrer noopener">regime hidrológico inferior ao esperado</a>. Monitoramento realizado pelo Serviço Geológico do Brasil, da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), mostra que no período de 21 de maio a 19 de junho a Bacia do Rio Amazonas apresentou quadro de chuvas abaixo do esperado em grande parte da região.</p>



<p>Os principais déficits foram registrados nos afluentes Purus e Madeira, que apresentam níveis abaixo da normalidade. Aripuanã, Beni, Coari, Guaporé, Içá, Japurá, Javari, Ji-Paraná, Juruá, Jutaí, Mamoré, Marañon, Napo, Tefé, Ucayali e o curso principal do Solimões também encontram-se abaixo do esperado.</p>



<p>Fleischmann destaca que diante desse cenário, é preciso investir em ações para mitigar o sofrimento das populações da região. Em 2023, a seca isolou milhares de pessoas, que tiveram dificuldades para ter acesso a alimentos, medicamentos e, principalmente, água potável.</p>



<p>“Esse é o paradoxo da Amazônia, tem muita água e muita gente passando sede”, resumiu. “A gente precisa urgentemente criar programas de acesso à água na Amazônia. Não é por que estamos na maior bacia hidrográfica do mundo que essa água é acessível para consumo humano”, alertou.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/ywsTJDNERC0y9WwN7NduXcJlPsU=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/07/08/pzzb8823_0.jpg?itok=v3zK-WkB" alt="Manaus, AM 06/07/2024 Cenas da Amazônia. Por do sol no Rio Negro  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom" title="Agência Brasil"/></figure>



<h6>Cenas da Amazônia &#8211; Agência Brasil</h6>



<p>Além de investimentos no abastecimento de água e tratamento de resíduos orgânicos, entre as ações apontadas como necessárias pelo pesquisador estão a construção de cisternas para captação da água da chuva, escavação de poços artesianos mais profundos, para atingir o lençol freático, e distribuição de kits emergenciais de tratamento de água.</p>



<p>A Amazônia tem uma imensa reserva de água subterrânea na forma de aquíferos. De acordo com o professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Ingo Daniel Wahnfried, um dos principais obstáculos para estudar o Aquífero Amazônia é a complexidade do sistema, composto por camadas de diferentes profundidades, que podem variar de 20m a mais de 250m.</p>



<p>“Na Amazônia a gente tem diferentes aquíferos em posições diferentes, profundidades diferentes e com formações geológicas diferentes. A gente tem dispositivos aluvionares com cerca de 22 metros de profundidade, que se localizam, em geral, onde estão as comunidades ribeirinhas e, por causa disso, acabam tendo grande importância para o abastecimento dessas comunidades”, disse.</p>



<p>Para o professor, no entanto, antes de se furar poços para atender à população, é preciso avaliar a vulnerabilidade do Aquífero Amazônia à contaminação por metais pesados e outras substâncias, especialmente nas áreas urbanas, como nas capitais dos estados amazônicos, já que nas áreas de floresta isso não representa um problema sério.</p>



<p>“Aquíferos têm sedimentos que podem apresentar uma quantidade enorme de elementos químicos. A água, em contato, acaba absorvendo uma quantidade deles e pode absorver elementos que são prejudiciais à saúde. Em alguns lugares onde fizemos análises, a gente percebeu a presença de arsênio, em pequena quantidade, e também manganês, que são prejudiciais. É um processo que existe na Amazônia e precisa ser investigado”, concluiu.</p>



<p>F<strong>onte</strong>: Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" loading="lazy" width="225" height="225" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download.png" alt="" class="wp-image-5569" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download.png 225w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></figure>



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		<title>Portal IF3M &#8211; Desmatamento na Mata Atlântica cai 59% no acumulado do ano até agosto</title>
		<link>https://portalif3m.com.br/2023/11/29/portal-if3m-desmatamento-na-mata-atlantica-cai-59-no-acumulado-do-ano-ate-agosto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Nov 2023 13:02:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[O desmatamento na Mata Atlântica caiu 59% de janeiro a agosto deste ano em comparação]]></description>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Feed_Portal-IF3M-80-1.png" alt="" class="wp-image-8394" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Feed_Portal-IF3M-80-1.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Feed_Portal-IF3M-80-1-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Feed_Portal-IF3M-80-1-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Feed_Portal-IF3M-80-1-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Divulgação/MPRS</figcaption></figure>



<p>O desmatamento na Mata Atlântica caiu 59% de janeiro a agosto deste ano em comparação com o mesmo período de 2022, informa o novo boletim do Sistema de Alertas de Desmatamento, parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica, a Arcplan e o MapBiomas.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1569132&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1569132&amp;o=node"></p>



<p>Consolidados na plataforma MapBiomas Alerta, os dados mostram que a área desmatada entre janeiro e agosto foi de 9.216 hectares, ante 22.240 hectares registrados no mesmo período do ano passado.</p>



<p>Segundo a SOS Mata Atlântica, o levantamento reforça a tendência de redução significativa no desflorestamento do bioma já observada desde o início do ano. Boletim anterior, divulgado em julho, mostrou que a redução era de 42% até o mês de maio, quando a área desmatada estava em 7.088 hectares, ante 12.166 hectares registrados no mesmo período do ano anterior.&nbsp;</p>



<p>“Nos últimos anos do governo Bolsonaro, o desmatamento aumentou. Agora a gente tem uma reversão de tendência, porque o desmatamento no bioma estava em alta e agora, com esses dados parciais, está em baixa, com 59%. Há uma redução significativa, um número surpreendente, muito bom”, diz o diretor executivo da Fundação SOS Mata Atlântica, Luís Fernando Guedes Pinto.&nbsp;</p>



<p>Ele ressalta que estados que costumam ser líderes do desmatamento, como Paraná e Santa Catarina, tiveram queda expressiva, em torno de 60%. Elementos que ajudam a explicar os dados são o aumento da fiscalização e de embargos e o fato de produtores ficarem sem acesso a crédito por terem desmatado.</p>



<p>“Isso realmente é uma mudança resultado de um fortalecimento da política ambiental, da fiscalização, de acabar aquela expectativa de impunidade. A gente tinha praticamente um convite ao desmatamento no governo passado”, disse.&nbsp;</p>



<p>Os dados compilados incluem os limites do bioma estabelecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), excluindo desmatamentos ocorridos nos fragmentos de Mata Atlântica localizados nos territórios de Cerrado e Caatinga. Os chamados encraves nesses dois biomas correspondem a cerca de 5% do total de Mata Atlântica do país. Na contramão da queda no desmatamento dentro dos limites estipulados pelo IBGE, os encraves florestais são regiões que apresentaram alta.&nbsp;</p>



<p>Guedes Pinto destaca que os encraves também são protegidos pela Lei da Mata Atlântica. A disparidade na definição dos limites do bioma ocorre porque o IBGE considera apenas os limites geográficos contínuos, enquanto a lei tem como objetivo preservar toda a vegetação característica do bioma e ecossistemas associados, incluindo os encraves.&nbsp;</p>



<p>Entre janeiro e maio de 2023, as derrubadas nos encraves do Cerrado e da Caatinga aumentaram, respectivamente, 13% e 123%. Para Guedes Pinto, esse cenário demanda uma ação contundente do poder público.</p>



<p>Quando se somam todas as áreas desmatadas da Mata Atlântica – tanto nos limites do IBGE, entre janeiro e agosto, quanto nos encraves, de janeiro a maio – a queda do desmatamento foi de apenas 26%. A porcentagem foi puxada para baixo justamente pela alta no desmatamento dos entraves. “A gente fica preocupado nessa região de transição da Mata Atlântica com o Cerrado e a Catinga. Ali a gente ainda tem um problema. A gente sabe que o desmatamento no Cerrado está em alta”, acrescenta Guedes Pinto.&nbsp;</p>



<p>Apesar da mudança de tendência deste ano, ele diz que qualquer desmatamento na Mata Atlântica é muito ruim e que a expectativa é chegar ao zero no bioma. Para combater o desmatamento nos encraves, onde há um avanço, Guedes Pinto avalia que o principal mecanismo é a aplicação da Lei da Mata Atlântica nessas regiões com bastante rigor pelos órgãos ambientais locais.&nbsp;</p>



<p>Segundo ele, existe ainda uma disputa jurídica sobre a abrangência da lei nas áreas de encraves. “[A Lei da Mata Atlântica] é muito clara. Existe um mapa com esses encraves, e fica muito claro que todas as formações florestais dentro desse mapa são protegidas pela Lei da Mata Atlântica. Não tem dúvida em relação a isso.”</p>



<p>“Tem uma disputa dos produtores, de donos de terra, mas a gente tem um problema também com órgãos ambientais estaduais e municipais que não aplicam a Lei da Mata Atlântica adequadamente”, conclui o diretor executivo da Fundação SOS Mata Atlântica.</p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" loading="lazy" width="225" height="225" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download.png" alt="" class="wp-image-5569" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download.png 225w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></figure>



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