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	<title>escola de madeira completa mais de 30 anos sem acessibilidade e estrutura adequada &#8211;  Portal IF3M</title>
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		<title>Em comunidade do Careiro da Várzea, escola de madeira completa mais de 30 anos sem acessibilidade e estrutura adequada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 15:02:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Durante visita ao Paraná do Parauá, o pré-candidato a deputado estadual Jender Lobato ouviu relatos]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Durante visita ao Paraná do Parauá, o pré-candidato a deputado estadual Jender Lobato ouviu relatos sobre educação, saúde, abastecimento de água e isolamento que afetam cerca de 180 famílias da comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma escola de madeira que atravessou mais de três décadas praticamente sem mudanças, sem acessibilidade para estudantes com deficiência e com problemas estruturais foi um dos retratos encontrados pelo pré-candidato a deputado estadual Jender Lobato (Agir), durante visita à comunidade Paraná do Parauá, em Careiro da Várzea, neste sábado (1º). A agenda reuniu moradores, lideranças e professores para discutir demandas históricas da região, onde vivem cerca de 180 famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Escola Estadual Tibúrcio Alves Mogeiro, construída em madeira e mantida praticamente nas mesmas condições desde 1990, estudam quase 200 alunos distribuídos em oito salas. Apesar de ser uma das seis escolas estaduais do município, o prédio ainda não oferece estrutura mínima de acessibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O PCD não tem como estudar aqui. Você já é um aluno que está no Careiro da Várzea e ainda não tem condições mínimas”, afirmou o professor Alan durante a reunião.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de acessibilidade também impacta diretamente a rotina das famílias da comunidade. A moradora Jeicelane Santos contou que o primo, de 9 anos, cadeirante, depende diariamente do esforço da avó para conseguir frequentar a escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ela precisa levá-lo de rabeta todos os dias. Quando chega, tem que carregá-lo no colo para subir uma escada. Na hora de buscar é tudo de novo. Não existe rampa, nem apoio para ajudá-la. É ela e o marido que fazem tudo sozinhos”, relatou Jeicelane.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo ela, a família também não consegue utilizar o transporte escolar, já que a embarcação não dispõe de estrutura ou equipe para auxiliar o estudante durante o embarque e desembarque.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o professor, todas as demais escolas do município já são construídas em alvenaria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Natural de Parintins, Jender destacou que conhece de perto os desafios enfrentados pelas comunidades do interior e afirmou que essa realidade exige maior atenção do poder público, especialmente nas áreas de educação, infraestrutura e qualificação profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saúde precária</p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação não foi a única preocupação apresentada pelos moradores. Na saúde, os relatos apontam dificuldades que vão desde a ausência de estrutura para urgências até limitações no atendimento médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A minha sogra morreu nos braços do meu marido por causa de uma crise de asma. Chamamos a ambulância, mas ela demorou tanto que ela faleceu. Não se pode ficar doente aqui, é uma sentença”, relatou a dona de casa Cristiane Ribeiro, de 38 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os moradores, a lancha de pronto-atendimento não dispõe de oxigênio para emergências e o atendimento médico ocorre apenas de segunda a sexta-feira, até o meio-dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A precariedade da assistência também afeta as gestantes da comunidade. A própria Cristiane contou que deu à luz os quatro filhos em casa por causa da dificuldade de acesso aos serviços de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Água imprópria para consumo</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra reivindicação recorrente diz respeito ao abastecimento de água.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A água aqui não é própria para beber. Em dois dias na caixa já tem cheiro ruim e lodo”, afirmou o comunitário Jair Alves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os moradores, a perfuração de poços não resolve o problema, porque a água subterrânea também apresenta baixa qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O isolamento da comunidade também apareceu entre as principais reclamações. Durante a estiagem, o rio seca completamente em alguns trechos, obrigando moradores a percorrer longas distâncias por áreas de areia até conseguir transporte para Manaus. A estrada torna-se a única alternativa quando recebe manutenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A erosão e o assoreamento também mudaram a realidade econômica da comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Havia o cultivo de melancia e até a Festa da Melancia. O assoreamento e a erosão acabaram com isso”, lembrou Jair Alves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Falta de oportunidades</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das dificuldades, os moradores ressaltam o potencial da comunidade. Além de jovens atletas que chegaram ao Amazonas FC, lideranças afirmam que faltam oportunidades para que os moradores permaneçam na região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ausência de cursos profissionalizantes foi uma das principais reivindicações apresentadas durante a reunião. Segundo os comunitários, muitos jovens e mulheres deixam de se qualificar porque precisam se deslocar até a sede do município, o que torna o acesso inviável para boa parte da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a visita, Jender defendeu a ampliação da oferta de cursos do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) nas próprias comunidades ribeirinhas, para ampliar as oportunidades de emprego e geração de renda no interior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O interior tem talento, tem capacidade e tem vontade de crescer. O que falta é o Estado chegar até essas pessoas. Quando levamos qualificação para dentro das comunidades, criamos oportunidades para os jovens permanecerem onde nasceram e ajudamos as mulheres a conquistarem independência financeira”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final da reunião, o pré-candidato destacou que as demandas serão sistematizadas para encaminhamento aos órgãos competentes e reforçou a necessidade de ampliar a presença do Estado nas comunidades do interior.</p>
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