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	<title>G20 &#8211;  Portal IF3M</title>
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	<description>Conectando a Amazônia ao Mundo</description>
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	<title>G20 &#8211;  Portal IF3M</title>
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		<title>Cúpula de Líderes do G20 começa nesta segunda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 12:45:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[G20]]></category>
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					<description><![CDATA[A partir desta segunda-feira (18), os olhos do mundo estarão voltados para o Rio de]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Feed_Portal-IF3M-2024-11-18T083904.957.png" alt="" class="wp-image-14699" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Feed_Portal-IF3M-2024-11-18T083904.957.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Feed_Portal-IF3M-2024-11-18T083904.957-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Feed_Portal-IF3M-2024-11-18T083904.957-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Feed_Portal-IF3M-2024-11-18T083904.957-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto:  Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>



<p>A partir desta segunda-feira (18), os olhos do mundo estarão voltados para o Rio de Janeiro. Começa a Cúpula de Líderes do G20 (grupo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana), onde o Brasil passará a presidência do grupo para a África do Sul.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1620107&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1620107&amp;o=node"></p>



<p>Ao todo, 19 chefes de Estado e de Governo estão na cidade para debaterem um documento que chegue a um consenso entre os três eixos que marcaram a presidência brasileira no G20 ao longo de um ano. A única ausência será a do presidente russo, Vladimir Putin, que será representado pelo ministro das Relações Exteriores do país, Sergei Lavrov.</p>



<p>O primeiro eixo da presidência brasileira no G20 é o&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2024-11/alianca-global-contra-fome-ja-pode-beneficiar-500-milhoes-de-pessoas">combate à fome, à pobreza e à desigualdade</a>. O segundo é o&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-09/aumento-da-temperatura-da-terra-foi-tema-de-reuniao-do-g20-no-rio">desenvolvimento sustentável</a>, o enfrentamento às mudanças climáticas e a transição energética. O terceiro eixo é a&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2024-11/brasil-defende-reforma-da-governanca-global-para-resolver-conflitos">reforma da governança global</a>&nbsp;para resolver conflitos.</p>



<p>Na área econômica, a principal bandeira brasileira é a&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-11/reuniao-de-cupula-do-g20-decidira-sobre-taxacao-de-super-ricos">taxação global dos super-ricos</a>, que ajudaria a financiar o combate à desigualdade e o enfrentamento das mudanças climáticas. Baseada nas ideias do economista francês Gabriel Zucman, a proposta prevê um imposto mínimo de 2% sobre a renda dos bilionários do mundo, que arrecadaria entre US$ 200 bilhões e US$ 250 bilhões anualmente e divide os países.</p>



<p>Apesar de ter a adesão de diversas nações, a ideia enfrenta a resistência de alguns países desenvolvidos, entre os quais os Estados Unidos e a Alemanha, e também da&nbsp;Argentina. Entre os países que apoiam estão França, Espanha, Colômbia, Bélgica e África do Sul, que assumirá a presidência rotativa do bloco depois do Brasil. A União Africana manifestou apoio desde a apresentação da proposta em fevereiro.</p>



<p>De quinta-feira (14) a sábado (16), a presidência brasileira do G20 recolheu as contribuições da sociedade civil durante o G20 Social. Iniciativa criada pelo Brasil que reuniu organizações sociais, acadêmicos e entidades que&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2024-11/texto-final-do-g20-social-pressiona-governos-por-metas-mais-ambiciosas">redigiram um documento</a>&nbsp;a ser anexado ao comunicado final da reunião de cúpula.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/yyqoounbxlwHColeicarF7yIJf0=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/11/16/toms9661.jpg?itok=EvF4z4Uq" alt="Rio de Janeiro (RJ), 16/11/2024 – O presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva durante ato de entrega do documento final da cúpula do G20 Social, no Boulevard Olímpico na zona portuária da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></figure>



<p>O presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva durante ato de entrega do documento final da cúpula do G20 Social, no Boulevard Olímpico na zona portuária da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</p>



<h2>Programação</h2>



<p>No primeiro dia da reunião de cúpula, estão previstas a recepção dos líderes pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da primeira-dama Janja Lula da Silva, e o lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. À tarde, haverá uma sessão sobre a reforma da governança global. À noite, Lula e Janja darão um jantar oficial aos presidentes e primeiros-ministros.</p>



<p>Na terça-feira (19), a programação começa com uma sessão sobre desenvolvimento sustentável e transições energéticas, pela manhã. À tarde, haverá a sessão de encerramento e a transmissão da presidência do G20 para a África do Sul. Após a cerimônia, haverá um almoço oficial, seguido de uma série de reuniões bilaterais entre os chefes de Estado e de Governo.</p>



<p>Os dois dias de debates ocorrerão no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, no Aterro do Flamengo. Sob um forte esquema de segurança, parte da cidade estará interditada à circulação de pedestres e de veículos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/5QjD26IAWaW3Qjv0vqGwczqUg_U=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/11/15/_rbr7050.jpg?itok=_DWel_Hx" alt="Rio de Janeiro (RJ), 15/11/2024 - Forças de segurança reforçam policiamento no Rio durante o G20.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></figure>



<p>Forças de segurança reforçam policiamento no Rio durante o G20. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</p>



<h2>Confira a programação prevista para a Cúpula do G20</h2>



<p><strong>18 de novembro (segunda-feira)</strong></p>



<ul>
<li><strong>08h40</strong>&nbsp;&#8211;&nbsp;Cumprimentos aos líderes do G20</li>



<li><strong>10h</strong>&nbsp;&#8211; Lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e 1ª Sessão da Reunião de Líderes do G20: Combate à Fome e à Pobreza</li>



<li><strong>14H30</strong>&nbsp;&#8211; 2ª Sessão da Reunião de Líderes do G20: Reforma das Instituições de Governança Global<br>&nbsp;</li>
</ul>



<p><strong>19 de novembro (terça-feira)</strong></p>



<ul>
<li><strong>10h</strong>&nbsp;&#8211; 3ª Sessão da Reunião de Líderes do G20: Desenvolvimento Sustentável e Transição Energética</li>



<li><strong>12h30</strong>&nbsp;&#8211; Sessão de encerramento da Cúpula de Líderes do G20 e cerimônia de transmissão da presidência do G20 do Brasil para a África do Sul</li>
</ul>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" loading="lazy" width="225" height="225" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download.png" alt="" class="wp-image-5569" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download.png 225w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></figure>



<p>Leia mais:</p>



<p>Portal IF3M- Prefeito David Almeida vistoria obras na avenida Mário Ypiranga e comprova celeridade dos serviços</p>



<p>Portal IF3M –<a href="https://portalif3m.com.br/2024/11/14/prefeitura-de-manaus-inicia-obras-de-intervencao-estrutural-na-avenida-mario-ypiranga-monteiro-na-noite-desta-quinta-feira-e-orienta-condutores-sobre-fluxo-de-transito/">Prefeitura de Manaus inicia obras de intervenção estrutural na avenida Mário Ypiranga Monteiro na noite desta quinta-feira e orienta condutores sobre fluxo de trânsito</a></p>
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		<title>G20 Social impulsiona articulação global de vítimas da crise climática</title>
		<link>https://portalif3m.com.br/2024/11/13/g20-social-impulsiona-articulacao-global-de-vitimas-da-crise-climatica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2024 13:17:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[G20]]></category>
		<category><![CDATA[MAB]]></category>
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					<description><![CDATA[Vítimas dos efeitos da crise climática de diferentes partes do mundo estarão reunidos no Brasil]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Feed_Portal-IF3M-2024-11-13T091144.331.png" alt="" class="wp-image-14541" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Feed_Portal-IF3M-2024-11-13T091144.331.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Feed_Portal-IF3M-2024-11-13T091144.331-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Feed_Portal-IF3M-2024-11-13T091144.331-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Feed_Portal-IF3M-2024-11-13T091144.331-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p>Vítimas dos efeitos da crise climática de diferentes partes do mundo estarão reunidos no Brasil durante a realização do G20 Social para avançar&nbsp;na construção de um movimento internacional. O objetivo é criar uma organização que atue&nbsp;de forma articulada em debates considerados centrais, como a garantia de direitos de populações vulneráveis e a necessidade de uma transição energética justa. É o que explicou Sônia Mara Maranho, integrante do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), em entrevista concedida à&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1619230&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1619230&amp;o=node"></p>



<p>O G20 Social será de&nbsp;14 a&nbsp;16 de novembro no Rio de Janeiro. É uma&nbsp;inovação&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2023-12/g20-social-sera-marca-da-gestao-do-brasil-frente-do-grupo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">instituída&nbsp;pelo governo brasileiro</a>. O país preside o G20 pela primeira vez desde 2008, quando foi implantado o atual formato do grupo, composto pelas 19 maiores economias do mundo, bem como a União Europeia e mais recentemente a União Africana. Nas presidências anteriores, a sociedade civil costumava se reunir em iniciativas paralelas à programação oficial. Com o G20 Social, essas reuniões foram integradas à agenda oficial construída pelo Brasil.</p>



<p>Boa parte da programação do G20 Social é composta por atividades&nbsp;propostas e executadas por diferentes organizações. O MAB, junto com outras entidades, está envolvido&nbsp;na preparação de duas delas, ambas no dia 14 de novembro. A primeira, às 11h, abordará o tema da Transição Energética Justa, Soberana e Popular para o Desenvolvimento Sustentável da Humanidade. A outra, às 14h, se intitula Crise Climática: Desafios das Populações Atingidas e o Acesso à Políticas Públicas.</p>



<p>Ao final da programação, um documento síntese do G20 Social deve ser apresentado&nbsp;e, em seguida, entregue aos governos de todas as nações na Cúpula dos Líderes do G20, evento nos dias&nbsp;18 e 19 de novembro, encerrando a presidência brasileira. O país será sucedido pela África do Sul.</p>



<p>De acordo com Sônia, as duas atividades que o MAB lidera&nbsp;são encaradas pelo movimento também como uma preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), que reunirá líderes globais na cidade de Belém em novembro de 2025, e para um encontro internacional dos atingidos que está sendo programado para acontecer alguns dias antes. Na entrevista à&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>, a ativista avaliou que a instituição do G20 Social revela uma intenção de se estimular a participação popular, mas considerou que ainda há limitações.</p>



<p>Sônia destacou a importância das lutas populares. Ela citou a mobilização frente aos rompimentos das barragens da Samarco, que causou 19 mortes e impactos em Mariana (MG) e em toda a bacia do Rio Doce em 2015, e da Vale, que matou 272 pessoas na cidade de Brumadinho (MG) em 2019. Também tratou como referência a Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PNAB), que foi&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-11/lei-aprovada-no-congresso-fixa-direitos-para-atingidos-por-barragens" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aprovada&nbsp;pelo Congresso Nacional</a>&nbsp;no ano passado incorporando reivindicações populares.</p>



<p>A integrante do MAB manifestou ainda preocupação com as&nbsp;violações de direitos envolvendo novas&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-09/relatorio-indica-conflitos-envolvendo-transicao-energetica-e-mineracao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">frentes de exploração mineral</a>. Mencionou o exemplo do lítio, que tem sido frequentemente apontado como fundamental para a transição energética devido à sua demanda para a produção de baterias. Confira a entrevista:</p>



<p><strong>Agência Brasil</strong>:&nbsp;Quais temas estarão no centro das intervenções do MAB durante o G20 Social?</p>



<p><strong>Sônia Mara</strong>:&nbsp;São duas mesas autogestionadas que estamos construindo de forma coletiva. Uma delas é sobre a transição energética justa e o MAB vai apresentar na mesa uma análise do ponto de vista dos atingidos por barragens. Iremos discutir a questão da soberania, da participação da sociedade na construção de um projeto de desenvolvimento sustentável e soberano. E na outra vamos debater estratégias diante da crise climática. O que chamamos de crise climática é a crise de um sistema que interfere no clima como um todo. É uma crise internacional.</p>



<p>No Brasil, já existem diversas mobilizações chamando atenção para a necessidade de mudanças. Tivemos reações diante das cheias no Rio Grande do Sul e diante das chuvas intensas em Guarulhos, na grande São Paulo. Isso para citar locais onde já existem bases de atingidos organizadas fazendo luta, apresentando suas pautas, discutindo com os governos municipais e estaduais e também com o governo federal.</p>



<p>Esperamos que a mobilização cresça. Temos as cheias que acontecem no Nordeste no final do ano e que geralmente não são devidamente noticiadas. Em Minas Gerais, devido aos rompimentos das barragens que ocorreram em Mariana e em Brumadinho, toda vez que chove, diversas cidades ficam embaixo d&#8217;água. O Rio Paraopeba e o Rio Doce estão assoreados de minério e lama e as enchentes se tornaram mais frequentes. No Norte, acompanhamos o que vem acontecendo, sobretudo em Rondônia. Com a falta de chuva, os rios estão secando. Isso interfere no transporte da região Amazônica. Interfere na produção das famílias nas várzeas, no acesso à água e à alimentação, no acesso à saúde. Tudo isso depende dos rios.</p>



<p>Os riscos existem mesmo nos grandes centros urbanos. Em Belo Horizonte, sempre que chove forte, ruas do centro se alagam porque o rio que passava ali está todo encanado, cimentado. Então quando tem tempestade, ele verte para cima, engole carros. A forma como estão estruturadas as nossas cidades é um problema que é agravado com o aumento da pobreza, que leva à ocupação de lugares que deviam ser de preservação ambiental. Os territórios mais vulneráveis vão sendo ocupados pelas populações que não têm para onde ir. Então nós precisamos repensar toda a forma de organização do processo habitacional, dos cuidados com os rios, com a fauna e com a flora, enfim, com a natureza como um todo.</p>



<p><strong>Agência Brasil:</strong>&nbsp;O G20 Social será também um momento para avançar na articulação com as organizações internacionais que também estão pautando essas discussões?</p>



<p><strong>Sônia Mara</strong>:&nbsp;Estamos avançando na construção de um movimento internacional dos atingidos. Não são só atingidos por barragens. São atingidos da crise climática. Os debates que estamos propondo no G20 integram também uma preparação para a COP-30. E para o nosso encontro internacional dos atingidos, que vai ser em novembro do próximo ano, antes da COP-30. A gente vai reunir os atingidos dos cinco continentes. Estamos construindo uma estratégia de organização para fazer a luta. Vimos agora&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2024-11/governo-espanhol-declara-valencia-area-gravemente-afetada-por-temporal" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o que&nbsp;aconteceu na Espanha</a>. As imagens mostraram um cenário muito parecido com o que aconteceu no Rio Grande do Sul.</p>



<p>Os tornados, principalmente nas ilhas do Caribe, têm sido também cada vez mais fortes. Cuba acabou de enfrentar um dos maiores da sua história. Tivemos recentemente rompimentos de barragens na Ásia e na África. Nós estamos vivendo um momento de vulnerabilidade da sociedade em todo o mundo, diante do processo de exploração desenfreado de um sistema capitalista que se apropria de todos os recursos naturais. E nós entendemos que os próprios atingidos desse sistema é que são os sujeitos capazes de construir propostas tanto o nível nacional como internacional, através de um processo de organização e de participação.</p>



<p><strong>Agência Brasil:</strong>&nbsp;Com a crise climática e a ocorrência de chuvas cada vez mais intensas, a segurança das barragens se torna alvo de novas preocupações?</p>



<p><strong>Sônia Mara:&nbsp;</strong>Antes, a gente costumava falar da segurança das barragens. Hoje, a gente fala da segurança dos atingidos. Existem barragens construídas há 20 ou 30 anos e que, ao longo de todo esse tempo, gerou diversos impactos. E o que vemos são populações vulneráveis, mal indenizadas ou não indenizadas, que não tiveram&nbsp;seus direitos respeitados. Há pessoas vivendo em zonas onde não deveria morar ninguém. As empresas não mostram nenhuma responsabilidade com a questão ambiental e social. Em Minas Gerais, temos várias barragens que estão em nível 2 e 3 de emergência conforme a classificação da Agência Nacional de Mineração. Em muitos locais, não foram dadas condições dignas para as famílias saírem.</p>



<p>No mês passado, em Barão de Cocais, as sirenes da barragem da Vale tocaram por engano e mobilizou toda a comunidade. Gerou um grande transtorno, traumas nas crianças. Depois pediram desculpa, disseram que foi sem querer. As populações estão muito vulneráveis perto dessas barragens e também perto dos rios que estão cada vez mais assoreados. Há um sofrimento grande.</p>



<p>As pessoas cresceram em uma comunidade pacífica e, de repente, em todo lugar para onde elas olham passa a ter uma placa indicando rota de fuga. Elas vivem com medo. As empresas organizam treinamentos com a população para lidar com possíveis rompimentos. Isso acelera ainda mais o medo nas pessoas. A chuva era um sinal de energia, de coisa boa, e hoje traz preocupações e gera sentimentos negativos.</p>



<p><strong>Agência Brasil</strong>:&nbsp;Qual a importância de levar para o G20 as pautas das populações atingidas?</p>



<p><strong>Sônia Mara:</strong>&nbsp;É um espaço de visibilidade, um espaço para trocar experiências com outros países e também com as organizações no Brasil. A crise climática é um tema novo dentro da preocupação mundial. Hoje está todo mundo preocupado, mas até ontem não era assim. Então, ainda estamos construindo um processo de luta e de organização popular para enfrentar as consequências da crise.</p>



<p>Sem dúvida nenhuma, é também um espaço para se posicionar diante dos governos, que precisam olhar com seriedade para o processo de reorganização dos territórios. Vou te dar o exemplo do Rio Grande do Sul, onde praticamente todos os municípios foram afetados pelas chuvas do início do ano. Muitos lugares estão se tornando áreas fantasmas. As famílias não vão mais voltar, as famílias não querem mais viver lá. Abandonaram os locais. Então o governo tem que pensar uma forma participativa de como conduzir a reconstrução. Esse é um ponto importante. É preciso que os atingidos da crise climática sejam respeitados, que o processo de recuperação ocorra de forma construtiva.</p>



<p>Não é só uma questão de dinheiro. Dinheiro é importante. Mas é também uma questão de participação social. Do contrário, os municípios usam o dinheiro para outras finalidades. O recurso não chega para os atingidos e os problemas não são solucionados. E sabemos que isso acontece em todo o mundo.</p>



<p><strong>Agência Brasil:</strong>&nbsp;Você percebe uma abertura entre os países do G20 para incorporar as pautas dos atingidos?</p>



<p><strong>Sônia Mara:</strong>&nbsp;As conquistas que nós tivemos no Brasil no último período, com o governo atual, servem como uma referência internacional. Nessa semana, tivemos por exemplo, reuniões com representantes do governo da Colômbia. Eles estavam interessados em ouvir os atingidos por barragem no Brasil, alguns parlamentares e representantes do Ministério de Minas e Energia, para entender como foi construída a PNAB.</p>



<p>A Colômbia está pensando em elaborar um legislação similar, porque ela tem hoje o terceiro maior potencial hídrico da América Latina e já possui muitas barragens. Posso dizer que há esse diálogo com países que possuem governos mais à esquerda, dispostos a construir marcos regulatórios, leis, órgãos e fundos que ofereçam repostas para a questão dos atingidos.</p>



<p><strong>Agência Brasil:&nbsp;</strong>A discussão em torno de crimes ambientais como os ocorrido em Brumadinho e Mariana podem ser levados à mesa das potências do G20?</p>



<p><strong>Sônia Mara</strong>:&nbsp;Para conseguir chegar numa mesa de debate com as grandes empresas e os governos, a gente precisa ter correlação de força. Se não, você é isolado, é cooptado, é exterminado. Veja que ninguém foi condenado pelas tragédias em Mariana e em Brumadinho. Isso acontece porque não existe na atual correlação de força uma participação social na grandeza necessária para amedrontar as empresas e todas as instituições que deveriam fazer a lei valer.</p>



<p>Veja também que os acordos que estão sendo feitos não são suficientes para repor aquilo que se perdeu em todo esse tempo. Já são nove anos em Mariana. Em janeiro, vamos para os seis anos em Brumadinho. As empresas conseguem ter uma força diante dos governos que ela impõe a não participação dos atingidos na elaboração dos acordos e o não julgamento dos culpados. E ela ainda se coloca como o órgão que vai cuidar das suas próprias vítimas. Isso é muito ruim. Quando o próprio criminoso cuida de suas vítimas, ele cria critérios excludentes, não vai reconhecer os direitos, não vai fazer o que é o correto diante de todos os danos causados.</p>



<p>Enfim, eu não sei se nós vamos conseguir chegar onde gostaríamos, para apresentar as proposta que nós temos para que o Brasil e o mundo enfrentem a crise ambiental e garantam uma transição energética justa. Mas nos cabe aproveitar os espaços para continuar fazendo a luta e mostrar as contradições no sistema.</p>



<p>Eu acho que a abertura do governo brasileiro para construirmos o G20 Social revela uma intenção de estimular a participação popular. Ainda assim, ela não tem o peso que nós gostaríamos. Não garante que a gente consiga dialogar com o mesmo poder com as empresas e com os governos. Mas as forças populares vão colocar a sua avaliação e a sua crítica e vão apresentar suas propostas diante de tudo que está colocado hoje nesse sistema que está colapsado.</p>



<p>A exploração da forma como está sendo feita hoje vai acabar atrasando o desenvolvimento das nossas nações. Os danos e as consequências recaem sobre a classe trabalhadora, que sustenta todo processo de produção que é construído socialmente, recaem sobre os mais pobres, os negros, as mulheres, os povos indígenas, os quilombolas e assim por diante. São esses sujeitos que estão se organizando pra fazer parte de um processo de mudança.</p>



<p><strong>Agência Brasil:</strong>&nbsp;A mineração é uma atividade econômica com forte presença de empresa multinacionais, que atuam em diferentes países. Não por acaso, o processo de reparação da tragédia ocorrida em Mariana&nbsp;chegou à&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2024-11/caso-samarco-novo-acordo-pode-afetar-acao-inglesa-agenda-nao-muda" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Justiça inglesa</a>, onde atingidos processam a BHP Billiton, que possui sede em Londres e é uma das acionistas da Samarco. Como os países podem se preparar melhor para oferecer respostas satisfatórias diante desse cenário?</p>



<p><strong>Sônia Mara:</strong>&nbsp;As populações precisam ser ouvidas. Os atingidos não são contra o desenvolvimento. O problema é que as decisões são centralizadas e tudo virou mercadoria. Como vamos pensar assim em uma transição energética justa? Os recursos naturais continuam sendo mapeados por essas empresas em todo o mundo.</p>



<p>Em Minas Gerais, por exemplo, as famílias do Vale do Jequitinhonha estão agora sofrendo com a exploração do lítio. É uma exploração sem nenhuma responsabilidade, sem cuidado com os atingidos. Só que antes, as empresas chegavam e determinavam quem era atingido e quem não era. E adotava as medidas que julgava suficiente. Hoje, nós temos a PNAB. Ainda precisamos fazer ela sair do papel, entrar em vigor de&nbsp;fato. E a partir dela, trazer justiça para os atingidos.</p>



<p>A luta em defesa dos atingidos também precisa ser globalizada. Uma empresa como a BHP Billiton precisa ser julgada e precisa cumprir com a sua responsabilidade. Ela precisar arcar com o crime que cometeu. Da mesma forma, empresas brasileiras que cometerem crimes em outros países também precisarão responder por eles. Eu acho que aqui entra o debate da soberania que a gente precisa construir entre as nações e entre os governos. Novas políticas e marcos regulatórios precisam ser construídos para que o povo seja respeitado. Eu não posso ir para um outro país e cometer um crime. Nenhuma pessoa pode fazer isso, uma empresa também não pode. Não dá pra aceitar que não aconteça nada como uma empresa que tem o lucro em primeiro lugar, que não indeniza, que mata, que continua minerando, que continua se apropriando dos territórios.</p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" loading="lazy" width="225" height="225" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download.png" alt="" class="wp-image-5569" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download.png 225w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></figure>



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		<title>Portal IF3M &#8211; Aliança contra Fome: participação social e efeito perene são desafios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2024 12:18:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aliança Global]]></category>
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		<category><![CDATA[G20]]></category>
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					<description><![CDATA[Como legado na presidência do G20, grupo das 20 maiores economias do mundo, o Brasil]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Feed_Portal-IF3M-2024-11-11T081350.919.png" alt="" class="wp-image-14424" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Feed_Portal-IF3M-2024-11-11T081350.919.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Feed_Portal-IF3M-2024-11-11T081350.919-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Feed_Portal-IF3M-2024-11-11T081350.919-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Feed_Portal-IF3M-2024-11-11T081350.919-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>



<p>Como legado na presidência do G20, grupo das 20 maiores economias do mundo, o Brasil escolheu como uma das prioridades o combate à fome, problema que atinge mais de 700 milhões de pessoas no mundo. A iniciativa, chamada de Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, pretende reunir recursos e conhecimentos que contribuam na construção de políticas públicas.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1618882&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1618882&amp;o=node"></p>



<p>O lançamento oficial da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza está previsto para ocorrer de forma&nbsp;paralela&nbsp;à Cúpula de Líderes do G20,&nbsp;marcada para começar no&nbsp;dia 18 de novembro. Após o lançamento formal, ela será administrada por uma estrutura internacional com escritórios previstos em Roma, Adis Abeba (Etiópia), Bangkok (Tailândia), Brasília e Washington.</p>



<p>Especialistas ouvidos pela&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>&nbsp;veem com bons olhos a aliança, mas alertam para os desafios que ela precisa superar para ser, de fato, efetiva. Duas questões são centrais: que os países adotem medidas de longo prazo, que gerem resultados contínuos, e que haja inclusão da sociedade civil na implantação das políticas.</p>



<p>Sobre o primeiro ponto, o professor Renato Sérgio Maluf, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), defende que as ações tragam uma visão mais ampla e sistemática de direitos humanos. Ele também é coordenador do Centro de Referência em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Ceresan).</p>



<p>“É importante evitar políticas implementadas de maneira assistencialista, com perspectiva de curto prazo, emergenciais, que não priorizam ações mais estruturantes”, diz o professor.</p>



<blockquote class="wp-block-quote">
<p>“Programas contra fome e pobreza precisam focar na superação das desigualdades. Não é simplesmente transferência de renda ou doação de alimentos. Você não explica os êxitos que o Brasil teve nesse tema sem considerar o papel da recuperação do emprego, a política de valorização do salário mínimo e a introdução de vários direitos sociais”, completa Renato Maluf.</p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/jKDrcd4nlyBjkDywgw-ekgWZ-KA=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024/11/08/maluf.jpg?itok=gkZAg1mR" alt="Rio de Janeiro (RJ), 08/11/2024 - Renato Maluf, professor da UFRRJ. Foto: UFMG/Divulgação" title="UFMG/Divulgação"/></figure>



<p>Renato Maluf, professor da UFRRJ &#8211;&nbsp;<strong>UFMG/Divulgação</strong></p>



<p>Sobre a participação efetiva da sociedade, Renato Maluf lembra que ela depende muito dos aspectos políticos e sociais de cada país. Em outras palavras, o quanto de liberdade cada povo tem na luta e reivindicação por direitos.</p>



<p>“A metodologia brasileira nesse campo tem um componente muito importante que é a participação social. E isso você não transfere. Isso depende das dinâmicas mais ou menos democráticas de cada país. Nós temos aqui uma crença muito estabelecida do papel dos movimentos sociais. Esperamos que a plataforma seja também estimuladora de processos desse tipo de participação”, analisa Maluf.</p>



<p>Para Mariana Santarelli, coordenadora na FIAN Brasil, organização de direitos humanos que advoga pelo direito à alimentação e nutrição adequadas, o grande trunfo do país na promoção da aliança é a experiência acumulada em décadas no combate à fome e à pobreza.</p>



<p>“Por incrível que pareça, a gente vê que, mesmo nos países do Norte Global, não há políticas tão eficientes voltadas para a garantia do direito à alimentação. Somos uma referência, incluímos o direito à alimentação na Constituição Federal, que tem uma lei orgânica de segurança alimentar e nutricional, um sistema para garantir esse direito e que faz investimento com seu orçamento próprio. Isso não é uma realidade em boa parte do mundo”, disse Mariana, que também é membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).</p>



<h2>Cesta de políticas</h2>



<p>O ponto central da Aliança Global contra a Fome é a disponibilidade de uma cesta de políticas, que contém em torno de 50 possibilidades de ação contra a fome e a pobreza. A ideia é que elas sejam adaptadas aos contextos nacionais específicos. Estão divididas em dez categorias mais amplas.</p>



<p>São elas: proteção social (como programas de alimentação escolar), acesso aos serviços básicos (como água potável), acesso a ativos produtivos (posse de terra, por exemplo), infraestrutura (mobilidade e informação, por exemplo), crédito e serviços financeiros, apoio a pequenos agricultores, nutrição, programas integrados (como resiliência climática), instrumentos transversais (como registro de agricultores) e financiamento (reformas fiscais).</p>



<p>A plataforma é pensada para ser um trabalho colaborativo. Todos os membros podem editá-la, incluir exemplos de políticas bem-sucedidas e sugerir a implementação de uma nova política. Nesse último caso, é preciso que a sugestão esteja enquadrada em cinco critérios.&nbsp;São eles: ser instrumento de política bem definido, com escopo claro; poder ser realmente implementado pelos governos; trazer dados que comprovem efetividade; ter foco principalmente nas pessoas em situação de pobreza e fome; e contribuir para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 1 (erradicação da pobreza) e 2 (fome zero e agricultura sustentável).</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/loading_v2.gif" alt="Rio de Janeiro (RJ), 08/11/2024 - Mariana Santarelli, coordenadora na FIAN Brasil, organização de direitos humanos que advoga pelo direito à alimentação e nutrição adequadas. Foto: Thiago Lontra/FIAN Brasil" title="Thiago Lontra/FIAN Brasil"/></figure>



<p>Mariana Santarelli, coordenadora na FIAN Brasil &#8211;&nbsp;<strong>Thiago Lontra/FIAN Brasil</strong></p>



<p>“Para se combater a fome a pobreza, você precisa que isso seja feito por meio de políticas de Estado. Pode parecer normal para quem está no Brasil. Mas não é, por exemplo, quando você pensa nos países do continente africano, em que é muito comum ter agências internacionais e ONGs fazendo esse papel de implementação. Esse é um grande diferencial dessa aliança em relação a outras criadas antes”, analisa Mariana Santarelli.</p>



<h2>Dados sobre fome global</h2>



<p>O principal estudo sobre a fome no mundo é da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O indicador usado pela FAO é o de subnutrição, definido como a condição de um indivíduo cujo consumo habitual de comida é insuficiente para manter uma vida normal, ativa e saudável.</p>



<p>No relatório publicado este ano, referente a 2023, a proporção da população mundial subnutrida foi de 9,1%, o que representa entre 713 milhões e 757 milhões de pessoas. O percentual se manteve praticamente igual nos últimos três anos, o que indica estagnação no combate ao problema. A África é a região com a maior porcentagem da população enfrentando fome (20,4%), seguida pela Ásia (8,1%), América Latina e Caribe (6,2%), Oceania (7,3%), América do Norte e Europa (abaixo de 2,5%).</p>



<h2>Dados sobre fome no G20</h2>



<p>Os países pertencentes ao G20 também têm níveis bem diferentes de subnutrição. A FAO comparou os dados do triênio 2004/2006 aos do triênio 2021/2023. A África do Sul foi a única que apresentou piora: passou de 1,7 milhão de subnutridos para 4,9 milhões. A Índia chama atenção pelo número alto, mesmo com redução: foi de 246,5 milhões para 194,6 milhões.</p>



<p>O Brasil (de 11,7 milhões para 8,4 milhões) e o México (de 4,4 milhões para 3,9 milhões) conseguiram baixar seus números, enquanto Argentina (1,4 milhão) e Arábia Saudita (1,1 milhão) tiveram resultados iguais nos dois períodos.</p>



<p>O total de subnutridos na Alemanha, França, Itália, no Reino Unido, na Rússia, nos Estados Unidos, no Canadá, na Austrália e Coreia do Sul foram considerados inexpressivos pela FAO, abaixo de 2,5% da população de cada país, e por isso não tiveram números absolutos reportados.</p>



<p>A Turquia e a China se destacaram por baixar a quantidade de subnutridos a níveis considerados inexpressivos: eram 2,6 milhões e 94,6 milhões subnutridos, respectivamente, no triênio 2004/2006. E não tiveram dados reportados em 2021/2023, por terem índices abaixo de 2,5%.</p>



<h2>Adesões</h2>



<p>O primeiro país do G20 que aderiu à Aliança Global foi a Alemanha, ao assumir compromissos de contribuir com a promoção da agricultura sustentável e com o reforço das redes de segurança social, como políticas de salário mínimo.</p>



<p>A Organização dos Estados Americanos (OEA) se juntou ao grupo, ao anunciar que desejava “alinhar ações e desenvolver soluções inovadoras, assim como compartilhar práticas e experiências que contribuam para o combate à pobreza e à desigualdade”.</p>



<p>A Fundação Rockefeller foi a primeira entidade filantrópica a se juntar à iniciativa. E anunciou que contribuirá com recursos financeiros, assistência técnica, apoio à capacitação e conhecimento para apoiar países que implementarão programas de alimentação escolar.</p>



<p>Na sequência, veio a adesão das Instituições Financeiras Internacionais (IFI), conjunto de organizações de caráter multilateral, que incluem: Banco Africano de Desenvolvimento (AFDB), Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), Banco Europeu de Investimento (EIB), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), Fundo Monetário Internacional (FMI), Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) e Grupo Banco Mundial (GBM).</p>



<h2>Resistência do mais ricos</h2>



<p>Uma vez que os problemas da fome e da pobreza não afetam de forma expressiva boa parte dos países do G20, fica a dúvida em relação ao engajamento deles na Aliança Global. Além da prevalência dos interesses domésticos, existe a dificuldade em projetar colaborações internacionais de grande escala em um contexto internacional de conflitos armados e políticos.</p>



<p>“Sempre há resistência dos países mais ricos nesse item. Primeiro que, em muitos deles, as questões da fome e da desigualdade estão lá também, mas não faltam recursos para eles enfrentarem essas questões domésticas”, diz o professor Renato Maluf.</p>



<p>“Mas há outras duas questões. A primeira é a governança global dos sistemas alimentares, que está sob forte disputa, e as Nações Unidas até agora têm atuado em uma direção muito problemática a partir da cúpula que promoveu dos temas alimentares, em que a agenda foi basicamente ditada pelas grandes corporações”, complementa.</p>



<p>“O segundo elemento de onde pode vir resistência é o da cooperação internacional, que andou claudicando nos últimos tempos. A Aliança Global é um instrumento de cooperação internacional e o contexto está muito desfavorável. Entendo que vai ser preciso um engajamento forte para convencer os países a se envolverem. Podem até assinar uma declaração de apoio, mas o engajamento efetivo vai depender de muito convencimento”, conclui.</p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" loading="lazy" width="225" height="225" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download.png" alt="" class="wp-image-5569" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download.png 225w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></figure>



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		<title>Portal IF3M &#8211; “Não há como falar de mudanças climáticas sem colocar o cidadão no centro das discussões”, destaca Wilson Lima durante reunião do G20</title>
		<link>https://portalif3m.com.br/2024/06/17/portal-if3m-nao-ha-como-falar-de-mudancas-climaticas-sem-colocar-o-cidadao-no-centro-das-discussoes-destaca-wilson-lima-durante-reuniao-do-g20/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2024 17:32:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O governador do Amazonas, Wilson Lima, afirmou nesta segunda-feira (17/06) que é preciso colocar o]]></description>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Feed_Portal-IF3M-2024-06-17T132650.252.png" alt="" class="wp-image-11337" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Feed_Portal-IF3M-2024-06-17T132650.252.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Feed_Portal-IF3M-2024-06-17T132650.252-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Feed_Portal-IF3M-2024-06-17T132650.252-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Feed_Portal-IF3M-2024-06-17T132650.252-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Alex Pazuello </figcaption></figure>



<p>O governador do Amazonas, Wilson Lima, afirmou nesta segunda-feira (17/06) que é preciso colocar o cidadão como protagonista nas discussões sobre mudanças climáticas. “Não tem como a gente falar em mitigação de mudanças climáticas sem colocar o homem, sem colocar o cidadão no centro dessas discussões”, disse. A afirmação foi feita na abertura das reuniões dos grupos de trabalho G20, Iniciativa sobre Bioeconomia, que pela primeira vez é realizada no Amazonas.</p>



<p>O evento reúne representantes de 20 países membros e 11 convidados e segue até a próxima sexta-feira (21/06), no Centro de Convenções Vasco Vasques.</p>



<p>Até o dia 19, as reuniões discutem sobre bioeconomia e sustentabilidade climática e ambiental, coordenado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE). Nos dias 20 e 21, o tema dos debates será sustentabilidade climática e ambiental, sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática.</p>



<p>“Mais uma vez, a Amazônia está no foco das discussões mundiais e nós temos uma grande oportunidade, a oportunidade para que quem mora na Amazônia possa contar a versão da Amazônia do ponto de vista de quem vive aqui. O mundo e a maior parte do Brasil olham para a Amazônia e só consegue ver a copa das árvores, não consegue ver suas verdadeiras raízes”, disse Wilson Lima.</p>



<p>O encontro promove a participação de líderes e populações locais, empresas e organizações, e representa um passo significativo na descentralização da diplomacia global e contribui para soluções mais equitativas e sustentáveis sobre uma base de diversidade e entendimento mútuo.</p>



<p>&#8220;É muito importante ressaltar o que o governador Wilson Lima disse, de pensar nas pessoas que vivem na floresta amazônica. Se a floresta queimada ou derrubada traz um prejuízo global, a floresta preservada traz um benefício global”, destacou o Secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, Rodrigo Rollemberg.</p>



<p>O G20 reúne os países com as maiores economias do mundo. Os Estados-membros se encontram anualmente para discutir iniciativas econômicas, políticas e sociais.</p>



<p>No Brasil, a Cúpula de Líderes do G20 está agendada para os dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro, com a presença das lideranças dos 19 países membros, mais a União Africana e a União Europeia.</p>



<p>“O uso sustentável da biodiversidade brasileira, a regeneração e o sistema de produção sustentável fazem parte central dessa estratégia”, afirmou Carina Pimenta, Secretária Nacional de Bioeconomia, Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas.</p>



<p></p>



<p><strong>Fonte</strong>: Secom</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" loading="lazy" width="225" height="225" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download.png" alt="" class="wp-image-5569" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download.png 225w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/06/download-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></figure>



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