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	<title>garimpeiros &#8211;  Portal IF3M</title>
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	<title>garimpeiros &#8211;  Portal IF3M</title>
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		<title>Portal IF3M &#8211; Governo envia comitiva à Roraima após ataque em terra yanomami </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 May 2023 13:33:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O governo federal enviou uma comitiva interministerial a&#160;Roraima após ataques registrados na Terra Indígena Yanomami.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Untitled.jpg" alt="" class="wp-image-4297" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Untitled.jpg 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Untitled-300x300.jpg 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Untitled-150x150.jpg 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Untitled-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Fernando Frazão</figcaption></figure>



<p><audio src="https://tts-app.ebc.com.br/media/tts/202760.mp3"></audio></p>



<p>O governo federal enviou uma comitiva interministerial a&nbsp;Roraima após ataques registrados na Terra Indígena Yanomami. Segundo lideranças indígenas, três yanomami foram baleados na tarde do último sábado (29) – uma das vítimas, um agente de saúde que atuava na comunidade, morreu no local.&nbsp;</p>



<p>O envio da comitiva foi confirmado pela ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, em seu <a href="https://twitter.com/GuajajaraSonia/status/1652711944317546496?cxt=HHwWgMC90biwzu8tAAAA&nbsp;" target="_blank" rel="noreferrer noopener">perfil no Twitter</a> e visa a reforçar “ações de desintrusão de criminosos”. Em outro <em>post</em>, ela pede reforço por parte do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Federal (PF) para apurar informações sobre o caso.&nbsp;</p>



<p>“A situação de invasores na Terra Indígena Yanomami vem de muitos anos e, mesmo com todos os esforços sendo realizados pelo governo federal, ainda faltam muitas ações coordenadas até a retirada de todos os invasores do território.”&nbsp;</p>



<p>Em nota, a PF informou que, com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), enviou, na madrugada de ontem (30), duas equipes ao local “com o intuito de investigar o ocorrido e interromper eventuais agressões que ainda estivessem em andamento”.&nbsp;</p>



<p>“Indígenas teriam entrado em confronto e trocado tiros com garimpeiros na data de sábado (29)”, destacou o comunicado. “Durante as diligências, a PF apurou indícios dos crimes cometidos contra os indígenas, ouviu testemunhas, realizou perícia de local de crime e aguarda a elaboração dos respectivos laudos e relatórios para prosseguimento das investigações”.&nbsp;</p>



<p>O corpo do indígena baleado foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal (IML) para elaboração de laudo. “Outras diligências seguem em andamento para a identificar, localizar e prender os autores dos crimes, enquanto as ações de desintrusão dos invasores das terras indígenas continuam no âmbito da Operação Libertação”.&nbsp;</p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>



<p><strong>Leia mais :</strong></p>



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		<item>
		<title>Portal IF3M &#8211; Lideranças indígenas pedem proteção contra retaliações de garimpeiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2023 15:46:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ameaça de morte]]></category>
		<category><![CDATA[garimpeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas Munduruku]]></category>
		<category><![CDATA[retaliações]]></category>
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					<description><![CDATA[Ameaças ocorrem normalmente após desmobilização de garimpos ilegais Atualmente, 18 líderes munduruku estão sob ameaça]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3>Ameaças ocorrem normalmente após desmobilização de garimpos ilegais</h3>



<p>Atualmente, 18 líderes munduruku estão sob ameaça de morte, segundo levantamento dos próprios indígenas.&nbsp;Localizada no alto curso do Rio Tapajós, no Pará, a Terra Indígena (TI) Munduruku tem 2.382 mil hectares e é um dos três solos indígenas que concentram 95% do garimpo ilegal no país, juntamente com os territórios yanomami e&nbsp;kayapó. A área equivale a 2 mil campos de futebol. Na região, a atividade intensificou-se a partir de 2016.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1512337&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1512337&amp;o=node"></p>



<p>A recente desmobilização do&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-02/amazonia-garimpo-ilegal-em-terras-indigenas-subiu-1217-em-35-anos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">garimpo</a>&nbsp;em terras yanomami, em Roraima, aumenta o receio dos munduruku de que o problema se agrave ainda mais. Lideranças indígenas destacam que retaliações normalmente ocorrem após a retirada de garimpeiros.</p>



<p>Na semana passada, lideranças yanomami do Amazonas denunciaram a entrada de garimpeiros na região do&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-02/entidades-yanomami-denunciam-entrada-de-garimpeiros-no-pico-da-neblina" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pico da Neblina</a>, procedentes de Roraima.</p>



<p>Entre as lideranças ameaçadas que tiveram de deixar suas casas por pressão de criminosos está Maria Leusa&nbsp;Munduruku, coordenadora da Associação das Mulheres Munduruku Wakoborũn. Ela&nbsp;conta que tomou a decisão de se esconder para se manter em segurança, pela primeira vez, durante o governo de Jair Bolsonaro.</p>



<p>Desde 2018, sofre ameaças e já soma dois períodos em que teve que deixar tudo para trás. No primeiro deles, foi embora com o marido e os filhos. Da última vez, deixou o território com cerca de 35 pessoas de sua família.</p>



<p>Em maio de 2021, Maria Leusa, que se tornou liderança quando ainda estava no ensino médio, viu a casa dela, no município de Jacareacanga, sudoeste do Pará, ser incendiada por&nbsp;invasores da TI.</p>



<h2>Combate ao garimpo</h2>



<p>O Instituto Socioambiental (ISA) diz&nbsp;que, em maio de 2021, lideranças munduruku acionaram organizações parceiras para denunciar o incêndio à pequena aldeia indígena Fazenda Tapajós. Os autores do crime foram garimpeiros, que reagiram logo após a Operação Mundurukânia, que combatia&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2021-05/operacao-da-pf-investiga-garimpos-clandestinos-em-terras-indigenas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">garimpos clandestinos</a>&nbsp;na região.</p>



<p>A ação contou com agentes da Polícia Federal (PF), Força Nacional, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Fundação Nacional do Índio (Funai).</p>



<p>&#8220;Em março de 2021, depredaram a sede das associações, dentro do município de Jacareacanga e, em maio de 2021, queimaram e atacaram a aldeia da Maria Leusa. É necessária uma articulação mais bem feita nesse sentido, para que a gente possa salvaguardar nossas lideranças e seu território. A autodemarcação e a fiscalização são as duas ações mais importantes do movimento, por exemplo, na agenda deste ano &#8220;, relata a antropóloga Rosamaria Loures, que também atua como assessora do povo munduruku.</p>



<p>No que diz respeito à mineração ilegal, no fim&nbsp;de novembro&nbsp;de 2022, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou à PF e ao Ibama informações sobre medidas de combate à atividade, na área&nbsp;da TI Munduruku que fica no sudoeste do Pará.</p>



<p>O MPF&nbsp;considerou&nbsp;os danos &#8220;um cenário dantesco&#8221;. Um mês antes, o MPF já havia reiterado pedido à Justiça Federal, para que a União, o Ibama e a Funai articulassem ação emergencial de enfrentamento ao garimpo.</p>



<p>De acordo com&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-02/cerca-de-28-das-pistas-de-pouso-na-amazonia-esta-em-area-protegida" target="_blank" rel="noreferrer noopener">levantamento do MapBiomas</a>,&nbsp;somente na TI Munduruku, há 21 pistas de pouso, o que acende o alerta para a presença de garimpeiros no local. A maioria delas (80%) está a uma distância de 5 quilômetros ou menos de algum garimpo.&nbsp;</p>



<h2>Operações</h2>



<p>Lideranças afirmam que, em seguida à repressão de crimes praticados em terras indígenas, há&nbsp;retaliação por parte dos criminosos, um aspecto que preocupa especialistas.</p>



<p>Para a antropóloga Rosamaria, a atuação de forças de segurança do governo deve ser contínua, e não apenas em operações isoladas.</p>



<p>&#8220;Acaba que essas operações que estão acontecendo na Mundurukânia [Vale do Tapajós] trazem, posteriormente, muitos problemas para as lideranças&#8221;, diz.</p>



<p>Segundo Maria Leusa, os ataques do ex-presidente Jair Bolsonaro aos indígenas dificultaram a resistência dos munduruku. &#8220;A primeira ameaça foi do próprio governo [Bolsonaro], quando ele falava que não ia&nbsp;demarcar nenhum centímetro de terra&#8221;, afirma a líder, que, em 2018, foi secretária de Assuntos Indígenas do município de Jacareacanga.</p>



<p>&#8220;E, depois, os invasores aproveitam esse discurso de maldade para tentar nos intimidar. Eles vão lá, entram com tudo, com escavadeira, usam os parentes com a corrupção, os nossos parentes que caem na ganância. Isso foi uma realidade bem triste. Muitos parentes foram para a ganância&#8221;, desabafa.</p>



<h2>Território</h2>



<p>De acordo com o ISA, além do assédio da cadeia da mineração ilegal, há&nbsp;<a href="https://acervo.socioambiental.org/acervo/documentos/o-cerco-do-ouro-garimpo-ilegal-destruicao-e-luta-em-terras-munduruku-resumo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pressões</a>&nbsp;por parte dos setores elétrico, para o funcionamento de hidrelétricas,&nbsp;e de transportes e infraestrutura, por causa&nbsp;da construção de hidrovias, ferrovias e portos. Essa realidade marcada pela violência faz com que lideranças equiparem as condições deles às&nbsp;de refugiados. Isso porque, ao saírem de suas terras, rompem contatos com parentes, têm acesso reduzido a alimentos que fazem parte de sua dieta e cortam a interação com seu espaço.</p>



<p>A TI é habitada por comunidades munduruku, apiaká e indígenas em isolamento voluntário. Junto com a TI Sai Cinza e a TI Kayabi, reúne cerca de 145 aldeias munduruku. Os munduruku estão&nbsp;ainda&nbsp;no Médio Tapajós, na TIs Sawre Muybu e Sawre Ba’pin, além das reservas indígenas Praia do Índio e Praia do Mangue. Um povo presente no Pará, no Amazonas e em&nbsp;Mato Grosso, que, geralmente, vive às margens de rios navegáveis.</p>



<p>O nome Mundurukânia se refere ao Vale do Tapajós, território mantido sob&nbsp;domínio dos munduruku desde o fim&nbsp;do século 18. Segundo o ISA, a população munduruku tem&nbsp;atualmente&nbsp;cerca de 14 mil pessoas.</p>



<p>Os munduruku receberam esse nome dos parintintins, povo rival. A denominação significaria “formigas vermelhas”, uma alusão ao perfil dos guerreiros munduruku, que atacavam em massa os territórios de adversários.</p>



<h2>Governo</h2>



<p><strong>A Agência Brasil</strong>&nbsp;procurou o Ministério da Justiça e Segurança Pública para saber sobre o modelo de operações de segurança em terras indígenas e aguarda retorno.</p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>



<p><strong>Leia mais:</strong></p>



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<p>Portal IF3M –&nbsp;<a href="https://portalif3m.com.br/2023/02/22/casa-desaba-e-uma-crianca-morre-apos-forte-chuva-em-maraa-no-am/">Casa desaba e uma criança morre após forte chuva em Maraã no AM</a></p>



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<p>Portal IF3M – <a href="https://portalif3m.com.br/2023/02/21/carro-de-app-pega-fogo-na-avenida-torquato-tapajos-em-manaus/">Carro de APP pega fogo na avenida Torquato Tapajós em Manaus</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Portal IF3M &#8211; Pequena vila na região do Paredão é rota de fuga de garimpeiros em RR</title>
		<link>https://portalif3m.com.br/2023/02/12/portal-if3m-pequena-vila-na-regiao-do-paredao-e-rota-de-fuga-de-garimpeiros-em-rr/</link>
					<comments>https://portalif3m.com.br/2023/02/12/portal-if3m-pequena-vila-na-regiao-do-paredao-e-rota-de-fuga-de-garimpeiros-em-rr/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Feb 2023 19:59:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[garimpeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Yanomami]]></category>
		<category><![CDATA[Vila Reislândia]]></category>
		<category><![CDATA[Yanomami]]></category>
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					<description><![CDATA[Local é ponto de parada entre o rio Uraricoera e Boa Vista Com casas simples,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3>Local é ponto de parada entre o rio Uraricoera e Boa Vista</h3>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/02/new-music-studio-1180-×-1080-px.png" alt="" class="wp-image-2089" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/02/new-music-studio-1180-×-1080-px.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/02/new-music-studio-1180-×-1080-px-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/02/new-music-studio-1180-×-1080-px-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/02/new-music-studio-1180-×-1080-px-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Rovena Rosa | Agência Brasil</figcaption></figure>



<p>Com casas simples, ruas poeirentas, alguns poucos estabelecimentos comerciais e igrejas, e localizada a duas horas de carro de Boa Vista, Vila Reislândia é um dos principais pontos de parada dos garimpeiros que deixam os locais de mineração ilegal de ouro na região do rio Uraricoera, nas terras yanomami.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1509908&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1509908&amp;o=node"></p>



<p>Depois de uma viagem de barco que pode durar alguns dias – ao custo de dois e cinco gramas de ouro – segundo relatos de garimpeiros, eles precisam desembarcar em um ponto chamado de “beira” e ainda encarar uma esburacada estrada de terra de quase 40 quilômetros a bordo de uma caminhonete, em um trajeto que custa R$ 250, para chegar à pequena vila.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/E0CycIM2RPCiY6b1nKCjG6XEIzE=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/img_7747.jpg?itok=yHkriR2q" alt="Vila Reislândia (RR), 11/02/2012, Vila Reislândia, região também conhecida como Paredão, é passagem para quem vem das áreas de garimpo ilegal de ouro no rio Uraricoera." title="Rovena Rosa/Agência Brasil"/></figure>



<p>Vila Reislândia (RR), 11/02/2012, Vila Reislândia, região também conhecida como Paredão, é passagem para quem vem das áreas de garimpo ilegal de ouro no rio Iraricoera. &#8211;&nbsp;<strong>Rovena Rosa/Agência Brasil</strong></p>



<p>A área onde fica Reislândia é mais conhecida como Paredão. Ali já funcionava como ponto de chegada e saída daqueles que buscavam o sonho de enriquecer na região do Uraricoera, rio que corta as terras yanomami e vai desaguar no Rio Branco, já na capital Boa Vista.</p>



<h2>Rota de fuga</h2>



<p>Mas, com a Operação Libertação, que reúne forças governamentais para acabar com a atividade garimpeira ilegal nas terras yanomami, o local virou uma efervescente rota de fuga. Ali, dezenas de motoristas de aplicativo fazem fila, próximo a um posto de gasolina, para ajudar a evacuar os garimpeiros da região.</p>



<p>Uma corrida até Boa Vista custa R$ 150 por pessoa em uma viagem coletiva. O clima entre os motoristas é de desconfiança em relação à imprensa e aos carros de polícia que eventualmente circulam por ali, mas também de competição entre eles. Quando uma caminhonete chega da “beira”, com um grupo de garimpeiros, os motoristas disputam a corrida.</p>



<p>Alguns esperam horas pela oportunidade de conseguir a “corrida”. Vários deles haviam pernoitado em Reislândia e, ao meio-dia deste sábado (11), ainda esperavam os primeiros clientes garimpeiros chegarem da “beira”.</p>



<p>De repente, uma caminhonete surge na estrada, vindo do rio, e entra em velocidade pela rua principal de Reislândia, mas não para no posto de gasolina onde os motoristas de aplicativo estão concentrados. Um deles, possivelmente de forma já previamente acertada, segue a caminhonete até uma casa de madeira.</p>



<h2>Três garimpeiros</h2>



<p>Ali, três garimpeiros descem da caminhonete com seus poucos pertences e acertam a corrida até Boa Vista. O paraense Marco Rogério Brandão, de 51 anos, é um deles.</p>



<p>Há dez anos trabalhando como garimpeiro, sendo os últimos sete meses nas terras yanomami, ele deixou o garimpo na última quinta-feira (9), mas, devido a problemas no barco, que quebrou o motor duas vezes, só conseguiu chegar dois dias depois na Vila Reislândia, pagando 3 gramas de ouro para o barqueiro (aproximadamente R$ 900 na cotação de hoje).</p>



<p>Brandão planeja se estabelecer agora em Itaituba, no Pará, outra cidade garimpeira, onde sua família tem uma propriedade rural. Mas ele diz que não quer mais saber de garimpo. Seu plano agora é ajudar o pai já idoso a cuidar da roça.</p>



<p>“Eu queria uma vida melhor pra família. Tenho uma filha aqui [no Brasil] e outra na Venezuela. Antes do garimpo, eu trabalhava com roça. Naquele negócio da pessoa querer ter uma vida melhor, entrei no garimpo. Eu sei que tem muitos que querem tirar proveito em cima da gente, que estão lá pra roubar, essas coisas. Eu, graças a Deus, não”.</p>



<p>O garimpeiro conta que os últimos dias foram tensos. Tinha medo de ser preso ou maltratado pelas forças policiais. “Decidi sair há mais ou menos uns cinco dias. A gente tinha televisão no barraco e via as notícias. E eu disse: “rapaz, vamos simbora”. Tem muita gente [lá dentro] que diz: “eu não vou [embora]”. Mas pra eles nós somos criminosos. E criminoso sabe como é tratado, né?”.</p>



<p>Uma de suas principais angústias foi não ter conseguido ganhar o que pretendia. “Tá certo que eu entrei sem nada, mas vou sair sem nada… Eu até queria ter o bastante pra eu trazer, porque eu saía de lá carregando nem que fosse a pé. Eu queria ter um quilo de ouro comigo. O pouquinho que eu ganhei, [vendi no próprio garimpo e] fizeram transferência por pix”.</p>



<p>Outro que está no grupo é um venezuelano que, por sua condição de imigrante, não quis se identificar. No Brasil há seis anos, ele diz trabalhar nas terras yanomami há mais de dois. “Vou voltar pra Venezuela. Porque pagar aluguel aqui, não dá”.</p>



<p>Ele conta que chegou a tentar se inserir no mercado de trabalho formal brasileiro, mas não conseguiu. A opção foi tentar a vida no garimpo. Mas, depois de ter que fugir das terras yanomami, assim como Brandão, não quer mais saber desse tipo de trabalho.</p>



<p>Já o maranhense Aldecir Ferreira da Silva, de 60 anos, que trabalha com garimpo há mais de 40 anos, demonstra insatisfação com as ações policiais para expulsar garimpeiros das terras indígenas. “O cara vem ganhar um dinheiro pra pagar o estudo do filho, pra comprar o que comer, e o que tá acontecendo aí? Nós ‘tava’ ali trabalhando e agora ‘tem que vim’ embora todo mundo&#8230; Isso é errado. Eu tava há sete meses aí. A ordem [dos policiais] é pra [gente] ser preso. Quem não fica preocupado em ser preso? Por isso eu vim embora. Todo mundo tá preocupado com a prisão”.</p>



<p>Os três aceitam conversar, mas não querem ser fotografados pela reportagem. Estão cansados e só pensam em sair dali. Fazem um almoço rápido numa pequena pensão e depois caem na estrada, inicialmente, rumo a Boa Vista, e depois para algum lugar, longe das terras yanomami.</p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>



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