<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Impactos &#8211;  Portal IF3M</title>
	<atom:link href="https://portalif3m.com.br/tag/impactos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://portalif3m.com.br</link>
	<description>Conectando a Amazônia ao Mundo</description>
	<lastBuildDate>Mon, 13 Feb 2023 12:02:45 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.1</generator>

<image>
	<url>https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2022/10/cropped-512-32x32.png</url>
	<title>Impactos &#8211;  Portal IF3M</title>
	<link>https://portalif3m.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Portal IF3M &#8211; Indígenas yanomami mostram impactos sociais graves do garimpo ilegal</title>
		<link>https://portalif3m.com.br/2023/02/13/portal-if3m-indigenas-yanomami-mostram-impactos-sociais-graves-do-garimpo-ilegal/</link>
					<comments>https://portalif3m.com.br/2023/02/13/portal-if3m-indigenas-yanomami-mostram-impactos-sociais-graves-do-garimpo-ilegal/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Feb 2023 12:02:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Garimpo]]></category>
		<category><![CDATA[Impactos]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena]]></category>
		<category><![CDATA[Yanomami]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://portalif3m.com.br/?p=2105</guid>

					<description><![CDATA[Extração de minérios causou desorganização social de comunidade A presença do garimpo ilegal no Território]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading">Extração de minérios causou desorganização social de comunidade</h3>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/02/new-music-studio-1180-×-1080-px-3.png" alt="" class="wp-image-2106" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/02/new-music-studio-1180-×-1080-px-3.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/02/new-music-studio-1180-×-1080-px-3-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/02/new-music-studio-1180-×-1080-px-3-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/02/new-music-studio-1180-×-1080-px-3-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Fernado Frazão / Agência Brasil</figcaption></figure>



<p>A presença do garimpo ilegal no Território Yanomami causa múltiplos impactos na vida social dos indígenas. A crise humanitária é mais visível no estado de saúde delicado, especialmente de crianças e idosos, como visto nas últimas semanas, mas alcança ainda dimensões culturais desse povo. Na última semana, a reportagem da&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>&nbsp;visitou algumas vezes a Casa de Saúde Indígena (Casai), em Boa Vista, e também esteve no próprio Território Yanomami, no Polo Base de Surucu, entre&nbsp;quinta&nbsp;(9) e&nbsp;sexta-feira (10). Durante as visitas,&nbsp;conversou com os indígenas e especialistas para entender melhor como eles percebem esses impactos.&nbsp;<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1509984&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1509984&amp;o=node"></p>



<p>&#8220;Água suja para comer, estraga o peixe. Crianças muito fracas. Água bebe-se suja e barriga dói muito&#8221;, diz&nbsp;Enenexi Yanomami, que tenta descrever a situação vivida por seus parentes na terra indígena. A&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>&nbsp;encontrou o jovem indígena, de 21 anos, na entrada da Casai. Segundo ele, já passavam de 60 dias sua estadia na capital para acompanhar familiares doentes. O retorno ao território, que depende de transporte aéreo, não tinha previsão. &#8220;Faltam mais horas de voo para Surucucu&#8221;.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Para ele, a presença do garimpo é o que tem causado os danos que afetam seu povo. &#8220;Agora, tem que tirar garimpo. Quando tirar, tranquilo. Tem muito garimpo lá, [tem que ser] proibido&#8221;.&nbsp;</p>



<p>Mãe de duas crianças internadas na Casai, Louvânia Yanomami já perdeu a conta de quanto tempo está longe de&nbsp;sua terra. Sem previsão de alta, ela recebeu alerta dos médicos de que, se voltar, pode colocar a vida do filho menor em risco. A criança, que tem entre 1&nbsp;e 2 anos, apresenta quadro de desnutrição severa e inchaço do abdômen.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/j2dazA8jZPVQndyOBsLTfEvkR-I=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/_mg_9008.jpg?itok=grUjAvv0" alt="Surucucu (RR), 09/02/2023 - Indígenas yanomami acompanham deslocamento de equipes e material da Força Nacional do SUS no aeroporto de Surucucu. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" width="837" height="558" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Surucucu (RR), 09/02/2023 &#8211; Indígenas yanomami acompanham deslocamento de equipes e material da Força Nacional do SUS no Aeroporto de Surucucu &#8211; Fernando Frazão/Agência Brasil</strong></figcaption></figure>



<h6 class="wp-block-heading"></h6>



<p>&#8220;Eu estou muito cansada, tem muita gente aqui [Casai], dá pra perceber. É uma situação difícil. Não vou deixar porque é meu [filho] e não posso levar porque ele vai morrer&#8221;, relata, angustiada, com ajuda de um intérprete. Em janeiro, a Casai chegou a abrigar mais de 700 pessoas, mas o local tem capacidade para pouco mais de 200. Houve uma redução dessa superlotação, mas o espaço ainda registra a presença de mais de 500 pessoas, segundo balanço da semana passada do Centro de Operações de Emergências (COE) do governo federal.&nbsp;</p>



<p>Quem também reclama dos danos ambientais trazido pela exploração ilegal de minérios é Arokona Yanomama, com quem a reportagem conversou na Casai. Ele cita como o maquinário pesado de dragas e tratores afugenta animais de caça e polui a terra. &#8220;Cheiro ruim. Morre caça, morre tudo. A terra não é boa, é muito feio. Máquina de fumaça entrou, por isso cheiro muito ruim. Contaminaram terra, contaminaram água, poluíram peixe&#8221;, relata. Agora, para caçar um porco do mato, ele tem que andar por pelo menos 50 quilômetros para se afastar da área mais deteriorada.&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Referência perdida</h2>



<p>&#8220;O garimpo vai justamente atacar a cadeia alimentar básica dos yanomami. Eles são um povo de mobilidade territorial, vivem da caça, da pesca, da coleta e da agricultura. Nada mais triste, então, do que um caçador yanomami não&nbsp;ter&nbsp;caça para suprir a família&#8221;, explica a antropóloga Maria Auxiliadora Lima de Carvalho. Ela trabalha há mais de 20 anos com o povo yanomami, em Roraima.</p>



<p>&#8220;O povo yanomami nunca precisou de doação de alimentos para sobreviver. Todo esse cenário de vulnerabilidade foi provocado. O maior mal ainda é a presença do garimpeiro, do garimpo&#8221;, afirma o secretário especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, que visitou o território na última&nbsp;quinta-feira (9).</p>



<p>Até mesmo alguns dos rituais mais sagrados dos yanomami estão sendo drasticamente abalados pela atividade garimpeira e a desassistência generalizada em saúde dentro do território. É o caso das cerimônias fúnebres. Os yanomami não enterram seus mortos. Eles cremam os corpos de seus familiares falecidos e, depois, trituram os ossos até virar&nbsp;pó. O processo pode levar semanas e, muitas vezes, inclui&nbsp;uma fase final em que a comunidade realiza um ato de tomar mingau de banana com as cinzar do ente falecido.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/ilZLL4TDS7PS0GLLtd35J5fp24M=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/_mg_9417.jpg?itok=gXzQCxSp" alt="Surucucu (RR), 09/02/2023 - Mulheres e crianças yanomami em Surucucu, na Terra Indígena Yanomami.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" width="838" height="559" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Surucucu (RR), 09/02/2023 &#8211; Mulheres e crianças yanomami em Surucucu, na Terra Indígena Yanomami &#8211;&nbsp;<strong>Fernando Frazão/Agência Brasil</strong></h6>



<p>&#8220;Os yanomami fazem questão dos rituais fúnebres, mas os mortos são tantos que não está havendo nem tempo para chorá-los&#8221;, afirma&nbsp;a antropóloga. Essas cerimônias podem incluir também a presença de visitantes de aldeias diferentes e, nesses casos, os anfitriões costumam oferecer um animal de caça, o que tem ficado escasso nas regiões afetada pelo garimpo.&nbsp;</p>



<p>A entrada&nbsp;do álcool na cultura yanomami, que não é recente, mas tem se agravado, é outro fator desestabilizador. O kaxiri, bebida&nbsp; feita de macaxeira cozida, não alcoólica, e muito tradicional, passou a ser fermentada pelos indígenas para ficar com alto teor de álcool, por influência dos garimpeiros, ainda durante a primeira invasão ao território, no fim da década de 80. &#8220;Isso fez aumentar casos de violência contra as mulheres&nbsp;e de violência de uma forma geral&#8221;, explica Maria Auxiliadora. Também interferiu na produção agrícola, fazendo com que indígenas aumentassem a plantação de macaxeira para produzir a bebida, ampliando o ciclo do consumo de álcool nas aldeias.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Juventude assediada</h2>



<p>A antropóloga também observa outro tipo de desestruturação comunitária causada pelo garimpo. No primeiro grande surto de garimpagem ilegal na Terra Indígena Yanomami, a partir da&nbsp;segunda&nbsp;metade da década de 80, a maior parte da população de indígenas era formada por adultos. Atualmente, no entanto, a base da pirâmide etária ficou bem mais numerosa, com forte presença de adolescentes e jovens. No entanto, a grande maioria das escolas dentro do território foi&nbsp;desativadas pelo governo do estado.&nbsp;</p>



<p>&#8220;As políticas públicas não chegam para esses jovens. E eles são jovens, querem aventuras. Com isso, o garimpo assediou enormemente essa juventude, com acesso a armas, que eles apreciam muito, e outros objetos&#8221;, acrescenta a especialista.</p>



<p>Ela cita o caso de assédio sexual de garimpeiros contra as mulheres indígenas, que observou durante trabalho de campo na comunidade, onde permaneceu por vários anos, entre 2002 e 2009. Segundo a antropóloga, as denúncias que vêm sendo reveladas agora, com a explosão de garimpo no território, são bem prováveis.&nbsp;</p>



<p>&#8220;Com o garimpo o tempo todo e cada vez mais, é bem possível que eles tenham feito sedução. Elas gostam muito de sabonetes, óleo para cabelo, comida. Então, essa troca por relação sexual, seja consentida&nbsp;ou não, é desigual, porque há posições de poder bem claras&#8221;, argumenta.</p>



<p>O governo federal investiga o caso de 30&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/direitos-humanos/audio/2023-02/governo-busca-identificar-meninas-yanomami-gravidas-para-prestar-apoio" target="_blank" rel="noreferrer noopener">meninas yanomami</a>&nbsp;que estariam grávidas de garimpeiros que atuam ilegalmente no território.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Esperança</h2>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/85h9VJj2ra8Uaxm6u3WlvrnVuE4=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/_mg_8946.jpg?itok=MaeD2gcK" alt="Surucucu (RR), 09/02/2023 - Indígenas yanomami acompanham deslocamento de equipes e material da Força Nacional do SUS no aeroporto de Surucucu. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" width="838" height="559" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Surucucu (RR), 09/02/2023 &#8211; Indígenas yanomami acompanham deslocamento de equipes e material da Força Nacional do SUS no aeroporto de Surucucu &#8211;&nbsp;<strong>Fernando Frazão/Agência Brasil</strong></h6>



<p>Em meio ao caos vivido pelos yanomami, a esperança no futuro passa pela reativação das escolas na região, fechadas há mais de uma década.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>&#8220;Aqui tinha escola, eu ainda lembro&#8221;, afirma Ivo Yanomami, tuxaua (cacique) na comunidade de Xirimifik, com mais de 200 pessoas, grande parte crianças e adolescentes. A aldeia fica a cerca de 15 minutos de caminhada da pista de Surucucu.</p>



<p>A demanda pela retomada das escolas indígenas dentro do território será levada ao governo federal, assegurou o secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, durante visita que fez à região.</p>



<p><em>*Colaboraram Flávia Peixoto e Ana Graziela Aguiar, repórteres da&nbsp;<strong>TV Brasil</strong>.</em></p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>



<h2 class="wp-block-heading">Leia mais</h2>



<p>Portal IF3M – <a href="https://portalif3m.com.br/2023/02/12/portal-if3m-pequena-vila-na-regiao-do-paredao-e-rota-de-fuga-de-garimpeiros-em-rr/">Pequena vila na região do Paredão é rota de fuga de garimpeiros em RR</a></p>



<p>Portal IF3M – <a href="https://portalif3m.com.br/2023/02/12/portal-if3m-salario-minimo-deve-ter-novo-reajuste-no-dia-1o-maio/">Salário mínimo deve ter novo reajuste no dia 1º maio</a></p>



<p>  </p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://portalif3m.com.br/2023/02/13/portal-if3m-indigenas-yanomami-mostram-impactos-sociais-graves-do-garimpo-ilegal/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
