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		<title>Jender defende medidas de apoio e mais qualidade de vida para mães atípicas no Amazonas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2026 00:50:53 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Encontro no Novo Aleixo reuniu mais de 30 moradores e trouxe relatos sobre acesso a terapias, atendimento público, saúde mental e perda de autonomia das mães.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Garantir mais qualidade de vida para mães atípicas, que muitas vezes ficam invisíveis diante da rotina de cuidados com os filhos, foi o ponto central de um encontro realizado neste sábado (8), no Novo Aleixo, com o candidato a deputado estadual Jender Lobato. Diante de mais de 30 moradores, ele defendeu medidas de apoio e iniciativas voltadas à saúde mental, formação, autonomia e bem-estar dessas mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dimensão dessa realidade aparece nos dados. Segundo o IBGE, o Amazonas tem 43.983 pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sendo 27.636 em Manaus. No estado, 55,4% das pessoas com TEA têm entre 0 e 19 anos. No cenário nacional, dados do Instituto Autismo apontam que 92,4% dos cuidadores são mães, evidenciando o peso que o cuidado exerce sobre essas mulheres e a necessidade de políticas públicas que considerem também a vida de quem cuida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem cuida dos cuidadores?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Brena dos Santos Silva, mãe de Maria Cecília, de cinco anos, conhece essa realidade. Depois do diagnóstico da filha, passou a buscar formação em mediação escolar, atendimento especializado e auxiliar terapêutico. Hoje, também cursa Serviço Social. Para ela, o desafio é fazer com que as mães não sejam vistas apenas como cuidadoras ou beneficiárias de programas sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Antes de um diagnóstico, nós tínhamos uma vida. Trabalhávamos, tínhamos nossa profissão. Hoje, muitas mães não conseguem mais trabalhar. A gente precisa recuperar essa autoestima, esse profissionalismo. Não queremos só receber benefícios, queremos viver bem”, relatou Brena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A própria rotina das terapias poderia ser aproveitada para oferecer esse suporte. Brena conta que as mães chegam a passar mais de quatro horas esperando pelos atendimentos dos filhos e defende que parte desse tempo seja utilizada para cursos, palestras, orientação sobre assistência social e acompanhamento psicológico. A ideia é transformar um período de espera em uma oportunidade de troca, formação e cuidado também com quem acompanha a criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi nesse contexto que Jender apresentou a discussão sobre medidas de apoio financeiro e incentivos para que mães atípicas possam estudar, se qualificar e desenvolver atividades profissionais sem que isso signifique abrir mão do cuidado com os filhos. “Quando uma mãe atípica consegue trabalhar? Ela não consegue”, afirmou. Segundo ele, a discussão precisa ir além da renda e considerar as condições para que essas mulheres tenham autonomia e qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra participante do encontro, Carla Santos, enfermeira e mãe de Daniela Santos, viveu as dificuldades de acesso a atendimento especializado desde que a filha foi diagnosticada com autismo e epilepsia. A partir da própria experiência, passou a mobilizar outras famílias e hoje mantém uma rede de apoio com cerca de 1.900 mães, acompanhando de forma mais próxima 465 delas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carla conta que consegue, por meio de contatos e parcerias, encaminhar mães para consultas com neurologistas e buscar terapias para as crianças. O trabalho é voluntário e feito sem remuneração. “Eu faço por minha conta, não sou remunerada. Faço com amor. Muitas mães ajudam a marcar médicos”, contou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os relatos também expuseram dificuldades no atendimento público. Segundo as participantes, famílias em situação de vulnerabilidade enfrentam problemas para obter informações corretas e acessar serviços em equipamentos como CRAS e unidades de saúde. Para Jender, a falta de fiscalização contribui para a precariedade dos serviços e reforça a necessidade de melhorar a qualidade do atendimento oferecido à população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta discutida no encontro parte de uma ideia comum entre as mães: cuidar melhor das crianças também passa por cuidar de quem está ao lado delas.</p>
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