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	<title>Ministério Público do Trabalho &#8211;  Portal IF3M</title>
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		<title>Ministério Público do Trabalho vai investigar confecção que pegou fogo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Feb 2025 21:45:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público do Trabalho (MPT), órgão que fiscaliza o cumprimento da legislação trabalhista, abriu]]></description>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Feed_Portal-IF3M-2025-02-12T174202.566.png" alt="" class="wp-image-18829" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Feed_Portal-IF3M-2025-02-12T174202.566.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Feed_Portal-IF3M-2025-02-12T174202.566-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Feed_Portal-IF3M-2025-02-12T174202.566-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Feed_Portal-IF3M-2025-02-12T174202.566-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto:  Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>



<p>O Ministério Público do Trabalho (MPT), órgão que fiscaliza o cumprimento da legislação trabalhista, abriu um inquérito civil para investigar as condições de trabalho na&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-02/fabrica-que-pegou-fogo-no-rio-produzia-fantasias-para-o-carnaval" target="_blank" rel="noreferrer noopener">confecção atingida por um incêndio no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (12)</a>.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1630122&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1630122&amp;o=node"></p>



<p>A Maximus Confecções, em Ramos, zona norte da cidade, fabricava fantasias para escolas de samba do carnaval carioca. O Corpo de Bombeiros precisou socorrer 21 pessoas. Ao menos 11 foram internadas em estado grave. Não houve mortos.</p>



<p>A&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-02/fabrica-de-fantasia-que-pegou-fogo-nao-tinha-autorizacao-dos-bombeiros" target="_blank" rel="noreferrer noopener">confecção não tinha autorização dos bombeiros para funcionar</a>. A Polícia Civil investiga as causas do incêndio, e a&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-02/defesa-civil-do-rio-interdita-fabrica-de-fantasias-que-pegou-fogo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Defesa Civil interditou o local</a>.</p>



<h2>Noites de trabalho</h2>



<p>De acordo com funcionários e vizinhos do estabelecimento, a fábrica funcionava com turnos estendidos, e trabalhadores chegavam a dormir no endereço.</p>



<p>Uma das trabalhadoras que conseguiu deixar o prédio confirmou que parte da equipe virou a noite no trabalho. “A gente estava dormindo porque, como a gente está fazendo fantasia de carnaval, a gente foi dormir tarde”, disse Raiane.</p>



<p>Uma mulher que mora em um prédio vizinho à Maximus declarou que a produção era praticamente sem parar. “Eu vejo da minha janela, 24 horas por dia, meia-noite, 1h da manhã, 3h da manhã, 5h da manhã, eles estão ali trabalhando”, disse a jornalistas Marilúcia Blackman, que teve que sair de casa às pressas.</p>



<h2>Inquérito</h2>



<p>Ao divulgar a abertura do inquérito, o MPT contextualizou que relatos colhidos pela imprensa apontam a presença de adolescentes entre os trabalhadores e indícios de trabalho degradante.</p>



<p>De acordo com o procurador responsável pelo caso, Artur de Azambuja Rodrigues, “os fatos denunciados, em tese, configuram lesão a interesses coletivos e indisponíveis dos trabalhadores, tendo em vista a ocorrência de incêndio grave, com 21 trabalhadores feridos, que deve ser investigado, dentro das atribuições do Ministério Público do Trabalho”.</p>



<p>A Maximus Ramo Confecções de Vestuário Ltda será notificada para prestar esclarecimentos e terá que apresentar documentos como atos constitutivos ou estatuto social; Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR); Alvará de Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI); e Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ).</p>



<p>A empresa terá ainda que apresentar a relação com dados detalhados de empregados e informar as medidas adotadas para prestar a assistência a cada uma das vítimas do incêndio.</p>



<h2>Explicações</h2>



<p>As escolas de samba Império Serrano, Unidos da Ponte e Unidos de Bangu concentravam a produção de fantasias na fábrica. Todas são da Série Ouro, principal grupo de acesso do carnaval carioca.</p>



<p>O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, informou que conversou com a Liga-RJ, que representa as escolas, e ficou decidido que os&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2025-02/apos%20incendio-prefeito-diz-que-escolas-de-samba-nao-serao-rebaixadas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">desfiles deste ano não terão escolas rebaixadas</a>.</p>



<p>O inquérito do Ministério Público do Trabalho terá cobranças direcionadas às escolas de samba Império Serrano, Unidos da Ponte e Unidos de Bangu, que deverão informar e comprovar as medidas adotadas para prestar a assistência aos trabalhadores vítimas do incêndio e apresentar os contratos mantidos com a empresa Maximus, assim como os documentos exigidos para a contratação.</p>



<p>Ao visitar o local do incêndio, o presidente da Império Serrano, Flávio França, foi questionado por jornalistas sobre as condições de funcionamento da confecção.</p>



<p>“A gente alugou o espaço. Existe uma empresa que faz esse serviço, a gente contrata os profissionais para poder desenvolver essas fantasias, mas a gente, nesse primeiro momento, está preocupado com a saúde de todos&#8221;, respondeu.</p>



<h2>Críticas</h2>



<p>O jornalista e pesquisador do carnaval carioca Fábio Fabato criticou as condições dos trabalhadores envolvidos com a preparação dos desfiles das escolas de samba.</p>



<p>“O carnaval carioca bate no peito como Maior Espetáculo da Terra, mas as engrenagens da festa ainda são amadoras. Muitos dos trabalhadores que fazem a festa, boa parte invisibilizada, chega a trabalhar de modo análogo à escravidão em reta final de preparativos”, denunciou à&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>.</p>



<p>“Segurança social e carteira de trabalho para todos ainda são sonhos em ambientes que, em alguns casos, apresentam condições insalubres”, disse.</p>



<p>A <strong>Agência Brasil</strong> tentou contato com a Maximus por meio dos canais disponibilizados nas redes sociais da empresa, mas não obteve retorno, e está aberta a manifestações.</p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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