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	<title>Mudanças climáticas &#8211;  Portal IF3M</title>
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	<title>Mudanças climáticas &#8211;  Portal IF3M</title>
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		<title>Juiz de Fora: desastre reflete negligência com aquecimento global</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 12:43:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os temporais que deixaram pelo menos 3 mil pessoas desabrigadas, 400 desalojados e&#160;47&#160;mortos&#160;na Zona da]]></description>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Feed_Portal-IF3M-1080-x-1080-px-93-1-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-45026" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Feed_Portal-IF3M-1080-x-1080-px-93-1-1024x1024.png 1024w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Feed_Portal-IF3M-1080-x-1080-px-93-1-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Feed_Portal-IF3M-1080-x-1080-px-93-1-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Feed_Portal-IF3M-1080-x-1080-px-93-1-768x768.png 768w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Feed_Portal-IF3M-1080-x-1080-px-93-1.png 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>



<p>Os temporais que deixaram pelo menos 3 mil pessoas desabrigadas, 400 desalojados e&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-02/chuvas-em-mg-ja-deixaram-47-mortos-e-20-desaparecidos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">47&nbsp;mortos</a>&nbsp;na Zona da Mata mineira são reflexo de negligência com as mudanças climáticas. A avaliação é de especialistas ouvidos pela&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>&nbsp;que consideram&nbsp;os fatores climáticos e humanos responsáveis pelas fortes chuvas em Juiz de Fora e Ubá, com enxurradas, deslizamentos de terra e cheias de rios acima do normal.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1679422&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1679422&amp;o=node"></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Quando estamos falando de extremos, de riscos ambientais, estamos falando de mudanças climáticas”, afirmou&nbsp;o geógrafo Miguel Felippe, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).</p>
</blockquote>



<p><strong>De acordo com ele, a prevenção passa pela adoção de uma agenda de políticas públicas para o meio ambiente, tema que tendo sido negligenciado&nbsp;nos últimos anos.&nbsp;“Toda essa onda negacionista, relacionada às mudanças climáticas,&nbsp;obviamente, reverbera agora&nbsp;em desastres como esses&#8221;.</strong></p>



<p>Para Felippe,&nbsp;especialista em hidrologia, geografia física e riscos socioambientais, as chuvas extremas e&nbsp;os eventos extremos&nbsp;tendem a ficar mais comuns daqui para a frente.</p>



<p><strong>A negligência ocorre em todos os níveis de governo no Brasil e no mundo, onde&nbsp;a pauta climática, da qual faz parte o planejamento urbano, é apresentada por políticos como um entrave ao desenvolvimento econômico, analisou o geógrafo. “Essa falsa contraposição continua sendo usada como ativo na disputa eleitoral”, analisou.</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/H87Toefo7m_q9W8QPu77DC0RH0s=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/02/25/toms4170.jpg?itok=PUEoVglS" alt="Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Casas são destruídas após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Casas são destruídas após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora &#8211;&nbsp;<strong>Foto Tomaz Silva/Agência Brasil</strong></h6>



<p><strong>Mesmo assim, explica, é na política que é preciso buscar soluções. O professor da UFJF &nbsp;sugere começar pelo ordenamento urbano das cidades</strong>. Segundo ele, o Poder Público perdeu o controle dos terrenos para o capital imobiliário que, na prática, define qual o valor dos imóveis e, logo, o perfil socioeconômico dos moradores. O resultado&nbsp;é que as pessoas pobres são empurradas para áreas de menor valor econômico, que são as de maior risco de desastre ambiental.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“O discurso de que as pessoas pobres não devem ocupar áreas de risco despreza o elemento mais importante: é o capital imobiliário que define quem vai morar aonde”, destacou.</p>
</blockquote>



<p><strong>Dessa forma, segundo Felippe, as áreas com maiores perdas de vidas e materiais, em Juiz de Fora, são&nbsp;os bairros pobres. “Esta é a população com menor capacidade de resiliência e que vai ter mais dificuldade de se reconstituir”</strong></p>



<p>O professor lembrou que as áreas de risco são conhecidas. No entanto, ações de mitigação, parte da política ambiental, esbarram na falta de recursos. “Pelo que li nos jornais, em Minas Gerais, verbas destinadas ao enfrentamento de chuvas sofreram cortes expressivos entre 2023 e 2025”, afirmou.</p>



<p><strong>Levantamento realizado pelo<em>&nbsp;</em>jornal<em>&nbsp;O Globo,</em>&nbsp;com dados oficiais do Portal da Transparência, mostra que os recursos para a Defesa Civil estadual caíram de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões</strong>, coincidindo com o segundo governo de Romeu Zema. Procurado pela reportagem, o governo estadual não comentou.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/BAKI9Zd9YJPnpNoB8GSv-EALvnk=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/02/25/toms4129.jpg?itok=NpYk3BG1" alt="Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Bombeiros retiram corpo de escombros após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Bombeiros retiram corpo de escombros após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora &#8211;&nbsp;<strong>Foto</strong>&nbsp;<strong>Tomaz Silva/Agência Brasil</strong></h6>



<p><strong>As políticas de resiliência precisam incluir também a conscientização da população, de acordo com Felippe.&nbsp;Em muitos casos, moradores de áreas de risco&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-02/desabrigados-enfrentam-incertezas-depois-de-chuvas-em-juiz-de-fora" target="_blank" rel="noreferrer noopener">não sabem o que fazer</a>&nbsp;em casos de alertas geológicos</strong>. “É preciso ir a campo, conversar com as pessoas, instruir, ter um plano de contingência muito claro”, recomendou.</p>



<p>A maioria das vítimas dos temporais de segunda-feira (23) é de Juiz de Fora, cidade que tem uma das maiores proporções de pessoas morando em áreas de risco, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). De acordo com o órgão, o município&nbsp;recebeu, em um dia, quase toda a chuva esperada para fevereiro, com impactos concentrados nos bairros Morro do Imperador, Paineiras e Parque Burnier, onde a&nbsp;<strong>Agência Brasil&nbsp;</strong><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-02/soterrado-homem-sobrevive-com-ajuda-de-amigo-em-juiz-de-fora" target="_blank" rel="noreferrer noopener">relatou um resgate</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Combinação de riscos</h2>



<p><strong>A topografia da cidade, em área de montanha, com suscetibilidade natural a deslizamentos&nbsp;e inundações, ajuda a explicar porque o município&nbsp;é um&nbsp;dos que mais recebem alertas do Cemaden.</strong>&nbsp;&nbsp;A posição geográfica faz com que Juiz de Fora receba umidade vinda direta do mar. E, como&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-02/aquecimento-do-atlantico-potencializa-eventos-climaticos-extremos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o mar está mais quente</a>, há mais evaporação de água&nbsp;que, ao subir e encontrar as montanhas, deságua em chuvas, explicou Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operações e Modelagem do Cemaden.</p>



<p><strong>De acordo com o meteorologista, o aquecimento global está por trás desse efeito</strong>. “O Oceano Atlântico está muito mais quente do que o normal. Na costa, a temperatura está 3 graus Celsius (°C) acima do normal e isso é muito para o oceano”, avaliou.</p>



<p>Seluchi explicou que o ar que transita em cima do mar carrega mais umidade.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Nos últimos anos, temos mais umidade do que costumamos ter nesta época e isso é uma consequência do aquecimento global”, afirmou.</p>
</blockquote>



<p>“Esse é um preço que pagamos pelas decisões tomadas no passado”, avaliou, criticando o descumprimento de acordos internacionais para conter os impactos no clima.</p>



<p>“O que nos resta? Nos&nbsp;adaptarmos. Tornar as cidades mais resilientes a esses desastres, o que é muito mais difícil”, analisou. Como&nbsp;conter inundações e deslizamentos é mais difícil, ele considera que o&nbsp;certo é retirar as pessoas sempre que houver um alerta, além de controlar a expansão de áreas de risco.</p>



<p>Seluchi cita como exemplo a experiência do Japão, país frequentemente afetado por grandes desastres, que treina os moradores para escapar&nbsp;nesses casos. “A Defesa Civil não evacua um por um. Ali, as pessoas já sabem a rota de fuga”.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/9ccQwWDLBt-5yItxB9tXMlhhdh4=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/02/25/toms4189.jpg?itok=O1jiBqgO" alt="Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Moradores retiram móveis de suas casas  após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil" title="Tomaz Silva/Agência Brasil"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Moradores retiram móveis de suas casas após fortes chuvas em&nbsp;Juiz de Fora &#8211; Foto&nbsp;Tomaz Silva/Agência Brasil</h6>



<h2 class="wp-block-heading">Resiliência das cidades</h2>



<p>Pensando também na resiliência das cidades, dentro de uma política para o enfrentamento das mudanças climáticas, há soluções de engenharia que podem ser adotadas, na visão do professor da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)&nbsp;Matheus Martins, especialista em drenagem urbana.</p>



<p><strong>Ele lembrou que Juiz de Fora cresceu do Vale do Rio Paraibuna para as encostas e que, por isso, é uma cidade muito suscetível a cheias e a deslizamentos com as chuvas.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Trata-se de um vale encharcado&nbsp;que, quando tem excesso de chuva, a água ocupa a planície, inundando a várzea, que é onde a cidade cresceu”, afirmou.&nbsp;&nbsp;</p>
</blockquote>



<p><strong>Para evitar tragédias nessas áreas&nbsp;mais próximas aos rios, ele sugere intervenções como pôlders, uma técnica que consiste em isolar uma área inundável por meio de muros e utilizar bombas para remover o excesso aos poucos.</strong>&nbsp;Essa intervenção de engenharia, conhecida no Brasil, vem da Holanda, país no nível do mar que exige manutenção constante, embora só seja usada&nbsp;a cada dez ou 20 anos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/GBLP5wBPfb20h6o3LiV2wJwPfaI=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/02/24/_rbr0404.jpg.jpeg?itok=0uPrzaWL" alt="Juiz de Fora (MG), 24/02/2026 - Rio acima do nível normal após fortes chuvas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil" title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">&nbsp;Rio sobe acima do nível normal após fortes chuvas em Juiz de Fora &#8211; Foto&nbsp;<strong>Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong></h6>



<p>“Talvez, para grandes volumas [de chuva], o alagamento seja&nbsp;inevitável”, disse o professor da UFRJ. “Mas temos que trabalhar a cidade para que ela consiga conviver o melhor possível com isso e os pôlderes são uma das soluções.”&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Nessas áreas mais baixas, de várzea, próximas aos rios, outra opção, sugere, é a construção de parques públicos, quando possível, além de intervenções para tornar o solo mais permeável,</strong>&nbsp;medida que deve ser adotada também nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, que também vêm sofrendo com inundações.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“No solo com floresta, projetamos que 10% da chuva vão escoar, mas 90% ficam retidos, se infiltrando aos poucos no solo. Uma chuva de dia a dia, num bairro urbanizado, &nbsp;é quase o contrário: 10% ficam retidos em pequenos pontos, no telhado, em buracos;&nbsp;na urbanização, 90% viram escoamento superficial [que gera alagamento]”, disse.</p>
</blockquote>



<p><strong>A prefeitura de Juiz de Fora tem estudos para fazer intervenções em bairros específicos, mas as obras ainda não foram concluídas. Somente o governo federal aprovou R$ 30,1 milhões para contenção de encostas no município&nbsp;entre 2024 e 2025 por meio do Novo PAC</strong>, mas, segundo o Ministério das Cidades, recursos de R$ 1,2 milhão foram&nbsp;liberados. Para drenagem urbana, há um repasse de R$ 356 milhões programado.</p>



<p>As obras são do projeto de macrodrenagem Juiz de Fora + 100, da prefeitura, e incluem os bairros de Santa Luzia, Industrial, Mariano Procópio e Democrata.</p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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		<title>Órgãos do Governo do Amazonas iniciam debates para construção do Plano Estadual de Mudanças Climáticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jan 2025 14:44:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A reunião teve como objetivo alinhar estratégias, consolidar informações e estabelecer prioridades Na nesta quinta-feira]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Feed_Portal-IF3M-2025-01-31T104257.187.png" alt="" class="wp-image-18092" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Feed_Portal-IF3M-2025-01-31T104257.187.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Feed_Portal-IF3M-2025-01-31T104257.187-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Feed_Portal-IF3M-2025-01-31T104257.187-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Feed_Portal-IF3M-2025-01-31T104257.187-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p>A reunião teve como objetivo alinhar estratégias, consolidar informações e estabelecer prioridades</p>



<p>Na nesta quinta-feira (30/11), representantes de diversos órgãos do Governo do Amazonas se reuniram na sede da Defesa Civil do Estado para discutir a elaboração do Plano Estadual de Mudanças Climáticas. O debate tem como base a necessidade de consolidar ações voltadas para o monitoramento e controle da qualidade do ar, bem como outras iniciativas de combate às mudanças climáticas.</p>



<p>Segundo a Defesa Civil do Estado, apesar da existência de planejamentos individuais em andamento, a criação de um plano formal tornou-se essencial com a instituição do Comitê Permanente de Mudanças Climáticas pelo governador Wilson Lima, que envolve 33 secretarias e órgãos estaduais. A partir dessa estrutura, busca-se centralizar informações e integrar esforços de diferentes áreas.</p>



<p>O encontro desta quinta-feira teve como principal objetivo ouvir sugestões para definir o melhor arranjo institucional para fortalecer a governança e aprimorar a articulação entre os órgãos envolvidos. Entre os temas discutidos, destacam-se eixos como qualidade do ar, desmatamento, ações de prevenção e combate às queimadas, além de estratégias para mitigação e adaptação aos impactos ambientais.</p>



<p>&#8220;A Defesa Civil do Estado está comprometida em contribuir com a construção desse plano, garantindo que tenhamos uma estrutura eficiente para respostas rápidas e eficazes diante dos desafios climáticos que enfrentamos no Amazonas&#8221;, destacou o secretário adjunto de operações da Defesa Civil do Estado, coronel Adson Ferreira.</p>



<p>A iniciativa faz parte do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQ) e pretende consolidar um plano macro de enfrentamento às mudanças climáticas. A estrutura contará com diversas câmaras técnicas, cada uma dedicada a um eixo específico de atuação.</p>



<p>&#8220;Cada órgão já trabalha, dentro das suas competências, com frentes de ação voltadas à mitigação das mudanças climáticas. A proposta é que a gente consiga reunir tudo isso em um plano tático, para facilitar a operacionalização integrada das atividades, fortalecendo as frentes de trabalho, para cada vez mais melhorar a resposta à população nesse contexto de eventos climáticos extremos&#8221;, afirmou a secretária adjunta de gestão Ambiental da Sema, Fabrícia Arruda.</p>



<p>Atualmente, diversos órgãos já desenvolvem ações voltadas para o tema, mas o principal desafio está em organizar e integrar esses trabalhos para garantir maior eficiência e agilidade nas respostas do Estado frente às mudanças climáticas. A proposta discutida na reunião será consolidada em um documento que servirá de base para os próximos passos na construção do plano estadual.</p>



<p>O encontro reuniu técnicos da Defesa Civil Amazonas, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, Secretaria de Produção Rural (Sepror), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS), além da Defesa Civil de Manaus e da Sema do município de Silves</p>



<p>Texto e Foto: Mylena Matos / Defesa Civil do Amazonas</p>
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		<title>Dia D contra dengue promove ações de conscientização em todo o Brasil</title>
		<link>https://portalif3m.com.br/2024/12/11/dia-d-contra-dengue-promove-acoes-de-conscientizacao-em-todo-o-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 13:28:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[O governo federal vai promover o Dia D de mobilização de ações de prevenção contra]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Feed_Portal-IF3M-2024-12-11T092628.407.png" alt="" class="wp-image-15711" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Feed_Portal-IF3M-2024-12-11T092628.407.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Feed_Portal-IF3M-2024-12-11T092628.407-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Feed_Portal-IF3M-2024-12-11T092628.407-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Feed_Portal-IF3M-2024-12-11T092628.407-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil</figcaption></figure>



<p>O governo federal vai promover o Dia D de mobilização de ações de prevenção contra a dengue&nbsp;no próximo sábado (14).&nbsp;Em 2024, foram contabilizados, até agora, mais de 6,7 milhões de casos e 5.950 mortes por causa da doença. O sistema de saúde investiga se outros&nbsp;1.091 óbitos tiveram a doença como causa. Para se ter uma ideia, no ano passado, foram 1.179 mortes pelo vírus, um número cinco vezes menor.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1623263&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1623263&amp;o=node"></p>



<p>A proposta é realizar campanhas de&nbsp;conscientização e engajamento da população em todo o país para prevenir os focos do&nbsp;<em>aedes aegypti</em>, mosquito que transmite o vírus que causa a dengue.&nbsp;De acordo com o secretário adjunto de Vigilância em Saúde e Ambiente, Rivaldo Cunha, o momento, agora, é de prevenir. “Como estamos chegando no período em que as chuvas voltam a ocorrer com maior intensidade, este é o momento ideal para que o mosquito também aumente a sua proliferação”, explicou o especialista.&nbsp;</p>



<p>Ele diz que a série de ações de conscientização conta com a parceria de estados e municípios para divulgar a necessidade da população contribua com ações simples. Entre essas providências, está o de retirar de casa qualquer objeto que possa acumular água, ambiente que pode se transformar num foco de proliferação do mosquito Aedes aegypti. “Nós queremos chamar a atenção da população como um todo. Este é o momento de prevenir uma potencial epidemia que poderia acontecer em janeiro ou fevereiro”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mudanças climáticas</h2>



<p>O secretário, que é médico e foi pesquisador da Fiocruz, alertou que as mudanças climáticas precisam ser levadas em conta porque a elevação da temperatura média ambiental, as chuvas e secas intensas, mexeram&nbsp;com a biologia do mosquito transmissor da dengue. “Isso aumenta a nossa preocupação. No ano de 2024, não houve uma única semana em que registrássemos um menor número de casos do que a mesma semana de 2023”, exemplificou.&nbsp;</p>



<p>Ele entende que há uma situação peculiar ao Brasil e outros países da América do Sul em que há intermitência no fornecimento da água para o uso doméstico. Esse cenário faz com que as famílias armazenem água para o dia a dia. “Nós temos observado que o armazenamento improvisado da água naqueles dias em que ela está disponível nas torneiras têm se transformado posteriormente em potenciais focos”.&nbsp;</p>



<p>Outra questão de vulnerabilidade tem relação com a coleta do resíduos sólidos deixados de forma irregular. “Quaisquer objetos, independentemente do tamanho, que possam acumular água, poderão se transformar num potencial foco de proliferação do mosquito. Desde uma tampinha de garrafa”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Epidemia</h2>



<p>No ano de 2024,&nbsp;Distrito Federal, Minas Gerais e Paraná foram as unidades federativas com as maiores incidências da doença.&nbsp; Rivaldo Cunha observa, em relação à geografia da doença, que os especialistas têm observado um lento e contínuo crescimento no número de casos registrados nas regiões Sudeste e Sul. “Isso evidentemente nos preocupa. Ainda é um crescimento não assustador. Há condições reais de que, a partir da nossa mobilização cidadã (&#8230;) possamos evitar uma nova epidemia”.</p>



<p>Em 2024, os picos ocorreram de fevereiro a maio, quando o país contabilizou mais de um milhão de casos por mês. O pior período foi março, com mais de 1,7 milhão de registros da doença. Neste ano, o maior número de pessoas diagnosticadas com dengue foi na faixa etária dos 20 aos 29 anos de idade. </p>



<p>Fonte: Agência Brasil </p>
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