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	<title>Mundial da Saúde &#8211;  Portal IF3M</title>
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		<title>Mobilização para produzir vacina contra covid deixou legado para o SUS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 12:52:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No dia 8 de dezembro de 2020, menos de 1 ano após a primeira comunicação]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Feed_Portal-IF3M-2026-01-20T085006.332.png" alt="" class="wp-image-42865" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Feed_Portal-IF3M-2026-01-20T085006.332.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Feed_Portal-IF3M-2026-01-20T085006.332-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Feed_Portal-IF3M-2026-01-20T085006.332-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Feed_Portal-IF3M-2026-01-20T085006.332-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>



<p>No dia 8 de dezembro de 2020, menos de 1 ano após a primeira comunicação oficial sobre as infecções causadas pelo coronavírus, a britânica Margaret Keenan se tornava a primeira pessoa vacinada contra a doença no mundo&nbsp;fora dos ensaios clínicos.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1675382&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1675382&amp;o=node"></p>



<p><strong>A rapidez, classificada como&nbsp;suspeita por disseminadores de desinformação, na verdade foi uma demonstração do nível de mobilização global para controlar a doença, e uma vitória do acúmulo científico.</strong>&nbsp;A&nbsp;avaliação é da diretora do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos&nbsp;da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Rosane Cuber, uma das pessoas responsáveis por trazer a vacina ao Brasil.&nbsp;</p>



<p>A pesquisadora explica que todas as vacinas, mesmo as vacinas de RNA e as de vetor viral, já eram plataformas estabelecidas, que já tinham sido desafiadas e usadas em outras situações.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Elas só passaram por uma adequação. Não surgiram do nada. Tem muito acúmulo de pesquisa, muito acúmulo de conhecimento que foi aproveitado pro desenvolvimento rápido de novas vacinas&#8221;, complementa.</p>
</blockquote>



<p>Durante a pandemia, Rosane era vice-diretora de qualidade em Bio-Manguinhos, que é a unidade da Fiocruz responsável pela produção de vacinas, biofarmacos e kits diagnósticos.&nbsp;<strong>O instituto trouxe a vacina de Oxford/Astrazeneca para o Brasil, e entregou ao todo 190 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunizações.</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/mAS-k8rsMkUq8AswtlGJMTO0rnA=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/01/19/rosanecuber.jpg?itok=k1uhT9ga" alt="Rio de janeiro (RJ), 19/01/2026 - Rosana Cuber. Foto: André Rocha/Ascom Bio-Manguinhos" title="André Rocha/Ascom Bio-Manguinho"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">diretora do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos&nbsp;da Fundação Oswaldo Cruz (Biomanguinhos/Fiocruz), Rosane Cuber&nbsp;Foto: André Rocha/Ascom Bio-Manguinhos</h6>



<h2 class="wp-block-heading">Mobilização</h2>



<p>O trabalho no instituto teve início assim que os casos de covid-19 começaram a se espalhar pelo mundo.&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-03/fiocruz-entrega-25-mil-testes-para-coronavirus-ate-sexta-feira" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Em março de 2020, no mesmo mês em que a pandemia foi decretada pela Organização Mundial da Saúde, Bio-Manguinhos inaugurou sua&nbsp;produção de testes para o diagnóstico do vírus.</a></p>



<p>Em paralelo, outro grupo de trabalho dentro da instituição passou a prospectar vacinas em desenvolvimento, para identificar qual poderia ser trazida ao Brasil por meio de um contrato de transferência de tecnologia.</p>



<p>As negociações com a Universidade de Oxford e a farmacêutica Astrazeneca começaram em agosto do mesmo ano e logo exigiram adaptações no instituto, a começar pela construção de um arcabouço jurídico que permitisse a transferência de tecnologia de um produto que ainda não estava pronto.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;A gente conseguiu porque nós paramos todas as outras atividades do instituto. Os grupos todos se voltaram para esse único objetivo de trazer a vacina, com muitos treinamentos diários&#8221;.</p>
</blockquote>



<p>&#8220;A gente teve uma mobilização da sociedade civil também muito grande para poder facilitar a compra de equipamentos, insumos, material&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Transferência de tecnologia</h2>



<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-01/fiocruz-libera-vacina-de-oxford-para-distribuicao-aos-estados" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A primeira leva da vacina Oxford/Astrazeneca, com 2 milhões de vacinas prontas, chegou ao Brasil em janeiro de 2021</a>, dias após a aprovação de uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A aplicação começou no dia 23 de janeiro.</p>



<p>Já a partir de fevereiro, apenas o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina continuou a ser importado, e o instituto passou a fazer o envaze, a rotulagem e o controle de qualidade nas suas próprias instalações.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/0yPqDMN4ndguXDiDGA-cHNssGo0=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/fiocruzenvase_de_ifa_vacina_covid-19fiocruz_13022101172.jpg?itok=mXJMC6h2" alt="As vacinas seguem agora para o Controle de Qualidade interno de Bio-Manguinhos, onde uma análise minuciosa irá garantir a sua integridade e segurança (foto: Bio-Manguinhos/Fiocruz)" title="Bio-Manguinhos/Fiocruz"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Controle de Qualidade interno de Bio-Manguinhos durante a produção das vacinas contra covid-19 foto: Bio-Manguinhos/Fiocruz</h6>



<p>Enquanto isso, lembra Rosane, áreas produtivas foram adaptadas para a última etapa da transferência de tecnologia:&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-11/fiocruz-pede-inclusao-de-biomanguinhos-como-produtor-de-ifa-nacional" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a produção do IFA em solo nacional</a>.<strong>&nbsp;A partir de fevereiro de 2022, a população passou a receber a vacina 100% brasileira.</strong></p>



<p>Rosane Cuber ressalta que todo esse processo foi facilitado pelas capacidades que Bio-Manguinhos já possuía, como principal laboratório público de desenvolvimento de vacinas do Brasil. A diretora explica ainda que a Anvisa acompanhou todo o processo de perto, reforçando a segurança da vacina.</p>



<p>&#8220;A gente já tem uma história muito grande de fazer transferência de tecnologia e de produzir aqui. Então, realmente, só foi possível porque Bio-Manguinhos tinha capacidade instalada. A gente já tem vacinas que são completamente nacionalizadas, que são produções nossas de muitos anos. E que possibilitaram não só um conhecimento&nbsp;técnico, mas também uma capacidade industrial instalada&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Legado</h2>



<p>A produção da vacina pela Fiocruz foi interrompida com o fim da pandemia, depois que outras vacinas mais modernas passaram a ser adquiridas pelo Ministério da Saúde.&nbsp;<strong>O imunizante produzido pelo instituto foi o&nbsp;mais utilizado&nbsp;no Brasil em 2021</strong>, ano em que a imunização começou no Brasil.&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-01/ha-5-anos-brasil-aplicava-primeiras-doses-de-vacina-contra-covid-19" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Especialistas estimam que 300 mil vidas foram poupadas apenas neste primeiro ano</a></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Só o fato da gente ter conseguido contornar e bloquear a covid no Brasil, isso por si só já bastaria como legado. Mas, além disso, esse processo nos deixou qualificados e com a estrutura fabril pronta para outros produtos que são importantes também para os SUS” afirma a diretora de Bio-Manguinhos.</p>
</blockquote>



<p><strong>Uma das heranças diretas desse período é a pesquisa para criar uma terapia avançada para o tratamento da atrofia muscular espinhal (AME)</strong>, doença rara e degenerativa que leva à perda da força muscular, afetando a mobilidade e até a deglutição e a respiração. Os medicamentos disponíveis chegam a custar R$ 7 milhões.</p>



<p>A terapia criada por Bio-Manguinhos utiliza uma plataforma de vetor viral, a mesma utilizada na vacina de Oxford/Astrazeneca. A Anvisa já autorizou os estudos clínicos para verificar a eficácia do medicamento, que devem começar este ano.</p>



<p>“São terapias caríssimas e que a gente vai conseguir fazer uma redução aí significativa de custo pro SUS”, reforça Rosane.</p>



<p>Este ano também começam os testes em humanos de uma vacina contra a covid-19 utilizando a tecnologia de RNA mensageiro, a mesma utilizada na vacina da Pfizer, por exemplo. Rosane Cuber explica que a plataforma já&nbsp;estava sendo estudada no instituto para o tratamento do câncer, mas a criação de vacinas de mRNA durante a pandemia abriu os horizontes de pesquisa também para essa finalidade.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/jSf3FnRmUDqok2URypPkKpsgZoU=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2025/05/07/_d6a6201.jpg?itok=PSnHUchj" alt="Rio de Janeiro (RJ), 07/05/2025 – Bio-Manguinhos/Fiocruz realiza 9º Simpósio Internacional de Imunobiológicos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil" title="Fernando Frazão/Agência Brasil"/></figure>



<p>Bio-Manguinhos/Fiocruz segue realizando pesquisas com a plataforma mRNA. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</p>



<p>“Covid é um vírus que veio para ficar. Hoje, ele não é mais pandêmico, mas a gente ainda tem surtos. Se eu produzo essa vacina nacionalmente, eu reduzo o preço, e tem uma questão de soberania. Com uma vacina 100% nacional, você não precisa depender de ninguém”, defende Rosane Cuber.</p>



<p>O desempenho do instituto da Fiocruz durante a pandemia também aumentou a sua projeção global.&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-07/biomanguinhos-passa-integrar-rede-de-preparacao-para-epidemias" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Bio-Manguinhos é um dos seis laboratórios no mundo escolhidos como centro de produção pela Coalização para Inovações em Preparação para Epidemias.</a>&nbsp;Isso significa que, se uma nova epidemia ou pandemia acontecer, o laboratório brasileiro será acionado e receberá informações em primeira mão para desenvolver e produzir vacinas para toda a América Latina.&nbsp;</p>



<p>O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz também foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde como&nbsp;<em>hub</em>&nbsp;regional para o desenvolvimento de novos produtos com a plataforma de rna mensageiro. Rosane destaca a importância desse reconhecimento, considerando que Bio-Manguinhos é um laboratório público.</p>



<p>“O nosso direcionamento não é o lucro, mas sim aquilo que é lucro para sociedade. A gente faz entregas para a população brasileira”&nbsp;</p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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