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	<title>operação militar especial &#8211;  Portal IF3M</title>
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	<title>operação militar especial &#8211;  Portal IF3M</title>
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		<title>Portal IF3M &#8211; Com milhares de mortos e refugiados, guerra na Ucrânia completa um ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Feb 2023 11:29:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
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					<description><![CDATA[Especialistas ajudam a entender o que está por trás do conflito Rússia e Ucrânia completam&#160;nesta]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3>Especialistas ajudam a entender o que está por trás do conflito</h3>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/02/new-music-studio-1180-×-1080-px-14.png" alt="" class="wp-image-2354" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/02/new-music-studio-1180-×-1080-px-14.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/02/new-music-studio-1180-×-1080-px-14-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/02/new-music-studio-1180-×-1080-px-14-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/02/new-music-studio-1180-×-1080-px-14-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Reuters/Clodagh Klicoyne</figcaption></figure>



<p>Rússia e Ucrânia completam&nbsp;nesta sexta-feira (24) um ano de conflito. Milhares de vidas foram ceifadas,&nbsp;milhões de pessoas tiveram de deixar suas casas para tentar&nbsp;a vida em outros países&nbsp;e milhões de crianças abandonaram as escolas. Verdades e mentiras são espalhadas não apenas pela internet, mas também por fontes oficiais.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1512587&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1512587&amp;o=node"></p>



<p>Para se&nbsp;ter&nbsp;uma ideia do desencontro de informações, o número de mortos varia, dependendo da&nbsp;fonte, de cerca de 7 mil, segundo a Organização das&nbsp;<a href="https://news.un.org/pt/story/2023/01/1808627" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nações Unidas</a>&nbsp;(ONU), a mais de 300 mil, de acordo com&nbsp;fontes militares consultadas por mídias europeias.</p>



<p>Em meio a todo esse cenário de dúvidas e incertezas, a&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>&nbsp;buscou com especialistas e intelectuais&nbsp;referências que possibilitem&nbsp;aos leitores&nbsp;entender o que está, de fato, por trás do&nbsp;conflito.</p>



<p>Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Goulart Menezes explica que o embate vai muito além de duas nações, o que de certa forma lembra a antiga Guerra Fria, na qual os Estados Unidos (EUA) e a União Soviética se enfrentavam indiretamente, na busca por ampliar áreas de influência em diferentes regiões do planeta.</p>



<p>“Podemos denominar o conflito&nbsp;como uma guerra por procuração, após a Rússia ter violado a soberania territorial e o direito internacional, quando invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro&nbsp;de 2022”, diz&nbsp;o professor. Segundo ele, ao enfrentar a Ucrânia, a Rússia tem um embate “contra a Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e contra a principal liderança do grupo: os Estados Unidos, embora não estejam diretamente atuando no conflito”.</p>



<p>“O que&nbsp;está acontecendo, na realidade, não é guerra da Ucrânia. É guerra na Ucrânia. É uma guerra do Ocidente contra a Rússia”, afirma&nbsp;o&nbsp;diretor do&nbsp;Instituto de&nbsp;Politicas&nbsp;Públicas e&nbsp;Relações&nbsp;Internacionais da&nbsp;Universidade Estadual Paulista (Unesp), professor Hector Luis Saint-Pierre.</p>



<h2>Temores</h2>



<p>Para os especialistas, a situação atual se deve, entre outros fatores, ao&nbsp;temor&nbsp;de avanço da Otan nos países próximos à fronteira com a Rússia, bem como ao receio&nbsp;de avanço de tropas russas em territórios de países vizinhos.</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://imagens.ebc.com.br/5tvvEmA3Fs1vi5fpfdVzE-9lQaE=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2022-07-26t180937z_1_lynxmpei6p0tv_rtroptp_4_russia-ucrania-crise.jpg?itok=H1J9MGhA" alt="Tanques de tropas pró-Rússia atravessam rua na cidade de Popasna, na região de Luhansk, na Ucrânia" width="839" height="555" title="REUTERS/Alexander Ermochenko/Direitos reservados"/><figcaption class="wp-element-caption">Tanques de tropas pró-Rússia atravessam rua na cidade de Popasna, na região de Luhansk, na Ucrânia &#8211; <strong>REUTERS/Alexander Ermochenko/Direitos reservados</strong></figcaption></figure>



<p>“O ponto inicial foi de&nbsp;expansão da Otan em direção às fronteiras da Rússia. Durante o governo de George Bush, entre 2001 e 2009, os EUA vinham desenvolvendo, por meio da Otan, uma espécie de escudo espacial para tentar neutralizar boa parte dos armamentos da Rússia que pudessem ser utilizados contra países europeus”, afirma&nbsp;Menezes.</p>



<p>A hostilidade, lembra&nbsp;o professor, só cresceu nos últimos 20 anos. “A Rússia até chegou a&nbsp;ter&nbsp;uma parceria especial com a Otan”, mas a situação mudou, sobretudo a partir de 2014, quando&nbsp;invadiu e anexou a Crimeia.</p>



<p>Menezes&nbsp;lembra ainda que&nbsp;o&nbsp;argumento reiteradamente utilizado pelo presidente russo, Vladimir Putin, foi de que, com a expansão da Otan em&nbsp;direção aos países do antigo Leste Europeu, a Ucrânia estava prestes a se tornar membro permanente do grupo liderado pelos EUA.</p>



<p>“Só que a Rússia considera que a Ucrânia na Otan significa a Otan em fronteiras russas, o que inclui o temor de nuclearização do território ucraniano”, completou&nbsp;o professor da UnB.</p>



<p>Para ele, o&nbsp;fato é que a Rússia invadiu a Ucrânia e não esperava a reação do país e o apoio da opinião pública que está recebendo, além do apoio militar. Desde então, as relações entre Otan/EUA e Rússia tem degringolado cada vez mais”, acrescentou ao classificar a Rússia como “agressora”.</p>



<h2>Presidente deposto</h2>



<p>Na avaliação do diretor da Unesp, Saint-Pierre,&nbsp;um fator relevante para a situação atual foi o fato de a Ucrânia&nbsp;ter&nbsp;sofrido um golpe de Estado em 2014, após a destituição do presidente eleito Viktor Yanukovych, em meio aos violentos protestos da chamada “Revolução da Dignidade”, iniciada na capital Kiev.</p>



<p>O presidente deposto refugiou-se na Rússia, em meio à&nbsp;acusações de ser responsável&nbsp;pela morte de manifestantes. Foi então instalado um governo interino, com o apoio de grupos de direita. Nas eleições seguintes,&nbsp;em maio de 2014, foi eleito Petro Poroshenko, um político favorável à aproximação da Ucrânia com o Ocidente.</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://imagens.ebc.com.br/5GtYzy1j57rZvABq7Outs6ITbHc=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2022-03-07t121126z_2_lynxmpei260jr_rtroptp_4_ucrania-crise-fuga-russia.jpg?itok=rhHd4ZIq" alt="Membros da comunidade judaica de Odessa fogem da invasão russa da Ucrânia" width="839" height="560" title="REUTERS/Alexandros Avramidis/Direitos Reservados"/><figcaption class="wp-element-caption">Membros da comunidade judaica de Odessa fogem da invasão russa da Ucrânia &#8211; <strong>REUTERS/Alexandros Avramidis/Direitos Reservados</strong></figcaption></figure>



<p>“O golpe de 2014 foi contra um governante eleito que não pretendia entrar na Otan. Por isso, foi golpeado&nbsp;e&nbsp;destituído.&nbsp;A&nbsp;partir daí, foi montada&nbsp;uma estrutura de avanço contra&nbsp;toda&nbsp;cultura russa,&nbsp;na&nbsp;Ucrânia e a&nbsp;na&nbsp;Crimeia,&nbsp;onde está boa parte da base naval&nbsp;russa”,&nbsp;argumentou.</p>



<p>Segundo Saint-Pierre, esse&nbsp;“golpe de&nbsp;Estado”&nbsp;teve o&nbsp;apoio&nbsp;financeiro&nbsp;dos&nbsp;Estados Unidos, “conforme declarado,&nbsp;inclusive, por parlamentares&nbsp;no&nbsp;próprio Congresso norte-americano”.&nbsp;O&nbsp;apoio&nbsp;financeiro&nbsp;acabou por “armar até grupos neofascistas, além de financiar laboratórios de guerra biológica”.</p>



<p>De acordo com Menezes, há, de fato, desde a independência da Ucrânia, a atuação de grupos neonazistas no país. “O Regimento Azov [milicia paramilitar] sempre foi controverso, pois foi fundado por ultranacionalistas e neonazistas ucranianos e atua na Região Leste do país. Mas isso é diferente de afirmar que toda a Ucrânia é fascista ou neonazista, como às vezes dizem&nbsp;os que tentam justificar a agressão”.</p>



<h2>Risco nuclear</h2>



<p>“O&nbsp;fato é que&nbsp;com&nbsp;sua independência, em 1991, a Ucrânia era o terceiro país no mundo em número de ogivas nucleares, com cerca de 1,9&nbsp;mil dessas armas. Um acordo em 1994, envolvendo países europeus e os EUA, acabou resultando na transferência das ogivas à Rússia, com a concordância da própria Ucrânia, temendo um acidente nuclear ou mesmo a utilização ilegal desses armamentos por parte de grupos que não fossem do Estado ucraniano”,&nbsp;acrescentou&nbsp;Menezes.</p>



<p>O&nbsp;processo de negociação para a&nbsp;transferência das ogivas incluía garantias de que os limites fronteiriços seriam respeitados. Tratados foram assinados garantindo, de um lado, o respeito às fronteiras e, de outro, o não avanço da Otan nos países do Leste Europeu.</p>



<p>“Naquele momento, o que Putin exigia era plausível, que era o reconhecimento dos pactos tratados. No entanto, a própria Angela Merkel [então chanceler da Alemanha] reconheceu que nunca pensaram em cumprir os pactos, e que eles eram para dar tempo de a Ucrânia se armar e se preparar para criar uma resistência”, detalha Saint-Pierre.</p>



<p>O país então&nbsp;surpreendeu ao eleger presidente, em 2019, um&nbsp;<em>outsider</em>&nbsp;do mundo político:&nbsp;Volodimir Zelensky,&nbsp;um comediante que usava os próprios personagens durante a campanha eleitoral.</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://imagens.ebc.com.br/DwUlM2CFNI8FjInaem03uqTELAs=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2022-03-10t234248z_1_lynxnpei291ee_rtroptp_4_ukraine-crisis-kharkiv.jpg?itok=j3i0ZJQf" alt="Local atingido por bombardeio durante invasão da Ucrânia pela Rússia" width="839" height="470" title="MARIA AVDEEVA"/><figcaption class="wp-element-caption">Local atingido por bombardeio durante invasão da Ucrânia pela Rússia &#8211; <strong>MARIA AVDEEVA</strong></figcaption></figure>



<p>O então candidato&nbsp;adotou&nbsp;discursos antissistema, em&nbsp;uma campanha basicamente virtual, por meio de redes sociais.&nbsp;A&nbsp;liderança nas pesquisas de opinião&nbsp;e a eleição foram&nbsp;possíveis&nbsp;graças à rejeição da população a políticos tradicionais do país.</p>



<h2>Crimeia</h2>



<p>Tanto a Rússia quanto a&nbsp;Ucrânia reivindicavam a região da Crimeia, considerada estratégica pelo seu posicionamento geográfico. A disputa pelo território&nbsp;acentuou ainda mais a crise que já vinha crescendo entre os dois países.</p>



<p>“Os dois países&nbsp;faziam parte da&nbsp;União&nbsp;Soviética, que foi dissolvida em 1991.&nbsp;Antes disso, em 1956, o então presidente da União Soviética&nbsp;era ucraniano: Nikita Krushev,&nbsp;que, na época,&nbsp;cedeu o território da Crimeia para a Ucrânia”,&nbsp;explica Menezes.</p>



<p>Do ponto de vista russo, no entanto, a Crimeia teria muito mais vínculos históricos com a Rússia do que com a Ucrânia.</p>



<p>Em março de 2014, o Parlamento da Crimeia aprovou a entrada do país na Federação Russa – decisão que posteriormente foi aprovada&nbsp;pela população local, em referendo cujo resultado sofreu contestações devido a uma suposta “falta de monitoramento por terceiros”. Mesmo diante de questionamentos, a Crimeia oficializou pedido de adesão à Rússia.</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" loading="lazy" src="https://imagens.ebc.com.br/9zPWjfwO4n_EO5cqP1ssuNPwKM8=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/atoms/image/crimeia.jpg?itok=10_bJSRU" alt="Crimeia" width="838" height="559" title="Voz da Rússia"/><figcaption class="wp-element-caption">Crimeia &#8211; <strong>Voz da Rússia</strong></figcaption></figure>



<p>Nesse contexto, o presidente deposto e exilado Yanukovych solicitou à Rússia que usasse forças militares para ajudar o povo ucraniano a “estabelecer a legitimidade, a paz, a lei e a ordem”. Putin, então, obteve, no Parlamento, autorização para assumir o controle da Crimeia.</p>



<h2>Sebastopol</h2>



<p>O interesse pela região envolve, em especial, o controle do Porto de&nbsp;Sebastopol,&nbsp;que além de&nbsp;valor histórico e turístico, tem&nbsp;localização estratégica, uma vez que é a principal base para&nbsp;a&nbsp;frota&nbsp;russa&nbsp;no Mar Negro, possibilitando acesso direto ao Mediterrâneo.</p>



<p>O porto é&nbsp;bastante utilizado para o transporte de gás natural, bem como para o escoamento de produção, em especial de “recursos minerais metálicos, energéticos e grãos”, disse Menezes.</p>



<p>“Se somarmos a incorporação da Ucrânia aos territórios de Donetsk, Donbass [no Leste ucraniano] e de outras áreas&nbsp;coladas a essas províncias, já temos cerca de um quinto do território ucraniano tomado à força pela Rússia”, acrescenta o professor.</p>



<h2>Economia</h2>



<p>Professor de Relações Internacionais do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais&nbsp;(Ibmec),&nbsp;Ricardo Caichiolo&nbsp;explica que o conflito entre Rússia e Ucrânia resultou em “modificação significativa no cenário geopolítico mundial”, o que, segundo ele, acabou por se refletir, também de forma significativa, na economia mundial, “com aumento dos preços de forma generalizada”.</p>



<p>“Praticamente o mundo inteiro passa por um processo inflacionário em suas economias internas, com aumentos nos preços de alimentos e do petróleo”, disse. “E a questão energética está muito sensível, principalmente na Europa, que ainda passa por um inverno, com problemas no fornecimento de gás&nbsp;que vinha da Rússia”, afirmou, referindo-se ao corte no fornecimento de gás russo para a Europa.</p>



<h2>Brasil</h2>



<p>O Brasil também sentiu&nbsp;os efeitos da guerra em sua economia. “Obviamente fomos e continuamos impactados pelo conflito”, diz&nbsp;Caichiolo.</p>



<p>“Houve aumento da inflação e, então, medidas foram tomadas, comoo&nbsp; aumento significativo da taxa de juros, o que causa impacto negativo no aumento da produção e no desenvolvimento das atividades econômicas dentro do país”.</p>



<p>“Em termos geopolíticos, o Brasil, ao longo do governo anterior [o de Jair Bolsonaro], se manteve com discurso relativamente neutro e, em alguns momentos, sinalizando apoio à Rússia para a garantia de envio de fertilizantes”, acrescentou, referindo-se à movimentação do então presidente em favor do interesse do agronegócio brasileiro.</p>



<p>Na opinião de Roberto&nbsp;Menezes, da UnB, “o Brasil não é neutro nesse conflito”. “O então presidente Jair Bolsonaro inclusive tomou o lado do mais forte, que é o da Rússia. Fomos muito comedidos quando era para condenar&nbsp;a invasão do território ucraniano. Tanto é que Bolsonaro não esteve na Ucrânia. Ele poderia&nbsp;ter&nbsp;saído da Rússia e ido à Ucrânia naquele momento em que a guerra não havia começado&nbsp;ainda. Mas preferiu sair de Moscou e foi direto à Hungria encontrar-se com seu aliado da extrema direita, Viktor Orbán”.</p>



<h2>Governo Lula</h2>



<p>Já o governo Lula, segundo Menezes, adotou posição de condenação do conflito, mas mantendo “equidistância, exatamente para defender [a instituição de] um clube da paz”. Lula tem defendido publicamente a criação de um&nbsp;grupo, formado por países não envolvidos na guerra, para mediar uma saída pacífica para o conflito.</p>



<p>“O que ele está defendendo não é um voluntarismo do Brasil, mas que a diplomacia volte ao primeiro plano nesse conflito. E que, pela via diplomática, envolvendo países como Índia, Turquia, México, Indonésia e China, tenhamos pelo menos a possibilidade de abrir uma mesa de negociação entre Rússia e Ucrânia”, afirmou.</p>



<p>Menezes diz acreditar que o Brasil possa, de fato,&nbsp;ter&nbsp;um papel que vá além de mediador, “podendo contribuir, enquanto potência média, para, pelo menos, tentar equalizar alguns pontos, tanto da Rússia quanto&nbsp;da Ucrânia”, com a ajuda do grupo.</p>



<p>Ele lembrou que o Brasil optou por não enviar armamentos. “Isso mostra a posição do país, até este momento diplomático, de reiterar aquilo que fez em 1991 na Guerra do Golfo, quando o então presidente Fernando Collor manifestou posição contrária à guerra. Em 2003, na Guerra do Iraque, e agora, no atual conflito, Lula adotou a mesma posição”, complementou.</p>



<p><em>*Colaborou Lucas Pordeus Leon &#8211; Repórter da Rádio Nacional</em></p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>



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