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	<title>Prevenção escolar &#8211;  Portal IF3M</title>
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	<title>Prevenção escolar &#8211;  Portal IF3M</title>
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		<title>Portal IF3M &#8211; Violência nas escolas: como falar com crianças e adolescentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Apr 2023 20:05:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160;“Mamãe, eu vou poder ir para a escola?” “Por que há massacre?” A professora Gina]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Food-Ads-Feed-Ad-Square-61.png" alt="" class="wp-image-3795" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Food-Ads-Feed-Ad-Square-61.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Food-Ads-Feed-Ad-Square-61-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Food-Ads-Feed-Ad-Square-61-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Food-Ads-Feed-Ad-Square-61-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Marcelo Camargo</figcaption></figure>



<p>&nbsp;“Mamãe, eu vou poder ir para a escola?” “Por que há massacre?” A professora Gina Vieira, pesquisadora em educação no Distrito Federal, ficou aturdida ao ouvir do filho de 12 anos a palavra “massacre” e perguntas que exigem mais do que uma simples resposta: exigem atenção, ouvidos disponíveis, seriedade, serenidade e acolhimento.&nbsp;</p>



<p>“Muitas vezes, as famílias se recusam a conversar [sobre atentados tornados públicos em escolas e outros ambientes] porque acreditam que isso pode traumatizar a criança. Só que as crianças estão em um mundo em que elas são expostas de maneira visceral a tudo o que acontece”, diz a pesquisadora em educação que tem projetos premiados no campo da educação e de direitos humanos.&nbsp;</p>



<p>Ela explica que dialogar com as crianças sobre o que está acontecendo requer que os pais superem a perspectiva ingênua de acreditar que a violência na escola é algo relativo ao ambiente escolar. Gina Vieira entende que mensagens de ódio e desinformação passaram a ocupar espaço central no país.</p>



<blockquote class="wp-block-quote">
<p><em>“É necessário que os pais ouçam as crianças e estejam atentos aos sinais de que podem estar assustadas, apreensivas e com medo”, diz Gina Vieira.</em></p>
</blockquote>



<p>Acolher esses sentimentos é a palavra adequada, segundo a professora de psicologia Belinda Mandelbaum, da Universidade de São Paulo (USP). “Em um primeiro momento, é necessário escutar o que chegou até elas. Escutar os medos e as impressões. A partir dessa escuta, os adultos podem, de alguma maneira, contribuir para uma ampliação da compreensão da criança sobre aquilo que ocorreu”. Assim, os adultos devem ficar disponíveis para poder responder às perguntas das crianças, ouvir e pensar com ela sobre as questões que elas têm.</p>



<p>Para a psicopedagoga Ana Paula Barbosa, que também é professora de psicologia e pesquisa o desenvolvimento infantil, é fundamental que os adultos não neguem às crianças a possibilidade de sentir e se emocionar. É preciso que as famílias estejam dispostas para essa conversa.&nbsp;</p>



<p>“Elas vão perguntar: ‘mãe, o que está acontecendo?’, ‘morreram crianças?’&#8221; Não negue e não se afaste. Acolha a criança e pergunte em que espaço ela ouviu aquela informação. Então, traga a criança para perto. Perguntar o que ela está sentindo e explicar o que é o medo”, pondera a professora do Centro Universitário de Brasília.&nbsp;</p>



<p>A professora recomenda que é possível explicar que o medo é um sentimento e que as famílias e as pessoas na escola estão trabalhando para cuidar da segurança dela.</p>



<p>Uma oportunidade, segundo Ana Paula Barbosa, para identificar que não é bom ser violento, mas que algumas pessoas utilizam a violência. “Podemos falar sobre o medo para criança externalizar esse sentimento de algum modo. Ela ainda está em processo de desenvolvimento. Deixar claro para ela que, se a criança tiver medo na escola, pode chamar a professora, pedir ajuda, falar sobre os sentimentos”.</p>



<p>Até porque, segundo a pesquisadora Danila Zambianco, da Universidade de Campinas (Unicamp), por vezes, o adulto causa mais temor ainda na criança, uma vez que potencializa algo que até pode ter passado despercebido. “É importante que as famílias deem espaço para as crianças falarem o que percebem e que elas expressem sentimentos”.&nbsp;</p>



<p>Ao invés de inquirir a criança se ela sabe algo sobre a violência, questionar se algo de diferente chamou atenção. “Isso quer dizer que é necessário que o adulto tome cuidado para não julgar o que a criança trouxe”.</p>



<p>As especialistas ouvidas pela&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>&nbsp;avaliam que é importante, tanto quanto a informação, respeitar quando crianças manifestarem desconforto em ir para a escola. Em continuidade a uma eventual falta, é importante que os adultos responsáveis indiquem que estão atentos a todas as providências de segurança tomadas.&nbsp;</p>



<p>Segundo as pesquisadoras, os adultos também transmitem ansiedade e preocupação. E esses sinais são captados pelas antenas da sensibilidade das crianças.</p>



<h2>Adolescentes</h2>



<p>Embora consigam refletir sobre as crises de uma forma mais elaborada, adolescentes requerem também atenção bastante especial em relação ao que ouvem e recebem do mundo. “A gente ainda acha que o adolescente tem algumas capacidades a mais do que a criança, mas o cérebro do adolescente também está em desenvolvimento”, pontua a professora Ana Paula Barbosa.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote">
<p><em>&#8220;Adolescentes vivem em meio a descobertas&nbsp;e chegam a registrar alguns episódios de maneira também distorcida, idealizada ou até romântica. Para lidar com o adolescente, não se costuma utilizar componentes lúdicos. A gente vai ter que encarar uma conversa que traga alertas e possibilidades de riscos para que a pessoa compreenda melhor o que se passa.&#8221;&nbsp;</em></p>
</blockquote>



<p>Outra providência que adultos podem tomar é chamar a atenção para que adolescentes não satirizem os eventos, chamando-os à responsabilidade moral diante das notícias de tragédia. “Que tipo de humor é esse que se faz por cima do sofrimento de algumas pessoas?”</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="754" height="503" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/04/rvrsa_abr_22081921127-1.jpg" alt="" class="wp-image-3794" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/04/rvrsa_abr_22081921127-1.jpg 754w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/04/rvrsa_abr_22081921127-1-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto : Divulgação</figcaption></figure>



<h2>Abandono digital</h2>



<p>A exposição chega à sala de casa a partir da&nbsp;TV ligada ou do celular que alguém traz sempre à mão.</p>



<p>Paralelamente&nbsp;ao momento terrível de violência, Gina Vieira aponta que as crianças estão expostas a uma espécie de “abandono digital”.</p>



<blockquote class="wp-block-quote">
<p>“Os pais estão soterrados de trabalho. As famílias sobrecarregadas e as crianças muitas vezes estão entregues a dispositivos móveis”.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p>A psicopedagoga Ana Paula Barbosa orienta que os responsáveis se aproximem das crianças e&nbsp;observem aquilo que elas&nbsp;estão olhando ou ouvindo. “As notícias mais fortes devem ser evitadas”.</p>



<p>Ela enfatiza, entretanto, que isso não deve ser motivo para evitar o assunto porque as informações podem chegar deturpadas de outro lugar.&nbsp;</p>



<p>Essas distorções via redes sociais são perigosas, diz a professora Belinda Mandelbaum, pesquisadora do Laboratório de Estudos da Família, da USP.</p>



<blockquote class="wp-block-quote">
<p>&#8220;É preciso entender o que toda essa tecnologia significa para elas e poder mostrar também os riscos que estão envolvidos. Tudo aquilo que as crianças não tenham ainda condições de enxergar.”</p>
</blockquote>



<p>Essa aproximação em relação aos meios digitais é papel da família e da escola, cada um com&nbsp;suas características e responsabilidades. “As crianças podem receber informações que podem ser muito perigosas. Elas precisam de adultos”.</p>



<h2>O papel das escolas</h2>



<p>As pesquisadoras veem que os profissionais da escola devem ser participantes ativos para que crianças e suas famílias sintam que o espaço educacional é acolhedor. “É importante que, como parte do diálogo com as crianças, as escolas estabeleçam diálogos. As famílias precisam se sentir parte da construção da cultura de paz no espaço escolar”, diz Gina Vieira.</p>



<p>A professora Ana Paula Barbosa defende que um momento como esse impõe que as unidades de ensino entendam que é preciso investir mais em programas de saúde mental para todos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote">
<p>“É hora de a escola rever alguns papéis. Não pode mais ser apenas um espaço conteudista de matemática, português, geografia&#8221;.</p>
</blockquote>



<p>Elas defendem que a escola é um espaço humano de desenvolvimento, de uma aprendizagem que não cai na prova.</p>



<p>Além disso, as especialistas acreditam que o momento proporciona a reflexão sobre uma mudança no perfil das reuniões escolares. Mais do que&nbsp;tratar das notas dos filhos, pais precisam conversar com professores sobre a&nbsp;importância do&nbsp;diálogo,&nbsp;programas sobre diversidade e&nbsp;<em><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-04/abr-explica-o-que-e-bullying" target="_blank" rel="noreferrer noopener">bullying</a>.&nbsp;</em></p>



<p>“Não se faz milagre nas escolas. É necessário equipá-las com mais profissionais de saúde mental. Isso que está acontecendo mostra essa necessidade”, diz a professora Ana Paula Barbosa.&nbsp;</p>



<p>Adversária ao papel humano das escolas, há, no entender das pesquisadoras, parcela da sociedade que espetaculariza e monetiza a violência. “A gente fica chocado quando a violência se apresenta na escola, mas está espelhando o que está acontecendo na sociedade”, diz Gina Vieira. Por esse motivo, ela defende que a escola tenha espaços garantidos de escuta e de discussão.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote">
<p>“A escola não pode abrir mão da sua dimensão educativa em uma perspectiva de educação integral, humana e crítica que celebre a diversidade e a cultura de paz”, diz Gina Vieira.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p>Para a professora Belinda Mandelbaum, é necessário aproveitar o momento também para fazer uma reflexão muito ampla sobre acontecimentos dentro das escolas. “Tem muita violência, maus tratos, comunicações violentas verbais&nbsp;e até agressões”.<br><br>Na escola, diferente da intimidade do lar, a experiência é coletiva, ressalta Danila Zambianco, da Unicamp. “Na escola, é também preciso ressaltar os espíritos de cooperação e de solidariedade”.</p>



<p>Diferentemente do medo,&nbsp;generosidade e respeito são aulas simples de entender para as crianças e que os adultos podem ficar mais atentos.</p>



<h3><br><strong><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/14.0.0/72x72/1f50e.png" alt="🔎" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Em resumo, pais e professores devem ouvir para poder orientar.</strong></h3>



<p><em><strong>Crianças e adolescentes precisam se sentir acolhidos, dizem especialistas</strong></em><br><br>1 &#8211; É importante preservar as crianças, mas não esconder, mentir ou fugir de temas como a violência nas escolas<br><br>2 &#8211; Crianças devem ser informadas que os adultos estão atentos à segurança delas<br><br>3 &#8211; Fundamental que o adulto mostre-se disponível para conversar<br><br>4 &#8211; Adultos não devem julgar os sentimentos dos pequenos (nem dos adolescentes)<br><br>5 &#8211; Observar e se aproximar das crianças para identificar o que estão recebendo via redes sociais<br><br>6 &#8211; Importante não potencializar um evento<br><br>7 &#8211; Explicar que o medo faz parte da vida de todo ser humano e que as crianças são protegidas pelos adultos<br><br>8 &#8211; Pais e profissionais da educação devem estar mais próximos para garantir a serenidade diante do momento<br><br>9 &#8211; Adultos devem orientar adolescentes contra a satirização ou distorção dos eventos<br><br>10 &#8211; Crianças devem ser incentivadas a se expressar, mas não forçadas</p>



<h2>Denúncias</h2>



<p>Denúncias sobre ameaças de ataques podem ser feitas ao&nbsp;<a href="https://www.gov.br/mj/pt-br/escolasegura" target="_blank" rel="noreferrer noopener">canal Escola Segura</a>, criado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com SaferNet Brasil. As informações enviadas ao canal serão mantidas sob sigilo e não há identificação do denunciante.</p>



<p>Acesse o&nbsp;<em><a href="https://www.gov.br/mj/pt-br/escolasegura" target="_blank" rel="noreferrer noopener">site</a>&nbsp;</em>para fazer uma denúncia.</p>



<p>Em caso de emergência, a orientação é ligar para o 190 ou para a delegacia de polícia mais próxima.</p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>



<p><strong>Leia mais:</strong></p>



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		<title>Portal IF3M &#8211; Rio cria comitê permanente para atuar na prevenção à violência escolar</title>
		<link>https://portalif3m.com.br/2023/03/31/portal-if3m-rio-cria-comite-permanente-para-atuar-na-prevencao-a-violencia-escolar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Mar 2023 17:45:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O governo do Rio&#160;de Janeiro&#160;criou um Comitê Permanente de Segurança Escolar com representantes da Segurança]]></description>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Food-Ads-Feed-Ad-Square-41-1.png" alt="" class="wp-image-3589" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Food-Ads-Feed-Ad-Square-41-1.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Food-Ads-Feed-Ad-Square-41-1-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Food-Ads-Feed-Ad-Square-41-1-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Food-Ads-Feed-Ad-Square-41-1-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto : Tânia Rego</figcaption></figure>



<p>O governo do Rio&nbsp;de Janeiro&nbsp;criou um Comitê Permanente de Segurança Escolar com representantes da Segurança Pública e da Educação para atuar na prevenção às situações de violência nas escolas públicas e privadas do Estado.</p>



<p>O governador Cláudio Castro disse que o comitê vai integrar forças de profissionais, inclusive com realização de treinamentos.</p>



<p>Também foi apresentado pela Polícia Militar o aplicativo Rede Escola, inspirado no Rede Mulher. A ferramenta deve entrar em operação em até dois meses e vai conectar diretamente os profissionais da rede de ensino à Polícia Militar.</p>



<p>Cláudio Castro explicou que, pelo aplicativo, professores e funcionários das escolas vão poder fazer denúncias e acionar um botão de pânico em caso de emergência.</p>



<p>Outra medida anunciada pelo governo estadual é a criação de um grupo de trabalho &#8211; na área de inteligência da Polícia Civil &#8211; para apurar os casos de incitação à violência nas redes sociais.</p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>



<p><strong>Leia mais :</strong></p>



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