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	<title>Quilombola &#8211;  Portal IF3M</title>
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		<title>Ensino de cultura afro é obrigatório há 22 anos, mas requer avanços</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Da Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jan 2025 13:33:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nos cadernos e livros das crianças, a maioria dos heróis brasileiros, dos escritores, das histórias]]></description>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" loading="lazy" width="1000" height="1000" src="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Feed_Portal-IF3M-2025-01-09T092813.955.png" alt="" class="wp-image-16894" srcset="https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Feed_Portal-IF3M-2025-01-09T092813.955.png 1000w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Feed_Portal-IF3M-2025-01-09T092813.955-300x300.png 300w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Feed_Portal-IF3M-2025-01-09T092813.955-150x150.png 150w, https://portalif3m.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Feed_Portal-IF3M-2025-01-09T092813.955-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>



<p>Nos cadernos e livros das crianças, a maioria dos heróis brasileiros, dos escritores, das histórias revolucionárias de estrangeiros e de descobertas é de&nbsp;personagens brancos.&nbsp;“Isso é muito ruim para a gente. Nossas crianças e jovens da comunidade são pessoas pretas que precisam reconhecer nossas histórias e heróis”, diz a agricultora Rose Meire Silva, de 46 anos, liderança da comunidade quilombola Rio dos Macacos, em Simões Filho (BA).&nbsp;<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1626307&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1626307&amp;o=node"></p>



<p>Mesmo analfabeta, Rose passou a se informar sobre a Lei 10.639&nbsp;que, há exatos 22 anos, tornou obrigatório o ensino de cultura afro-brasileira nas escolas brasileiras. Por isso, resolveu peregrinar pelas escolas “vizinhas” à comunidade para cobrar que o currículo seja inclusivo. Atualmente, as crianças andam pelo menos 14 quilômetros&nbsp;para chegar às escolas. “Elas andam tudo isso e, às vezes, ficam decepcionadas com o que ouvem em sala de aula. Tem professores que nem tocam nas temáticas dos negros e muito menos de quilombolas. Falam para ‘deixar quieto’”, lamenta.<br><br><a href="http://https//www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Confira aqui o que diz a lei.</a></p>



<h2>Busca de direitos</h2>



<p>Pesquisadora em educação e direitos humanos, a professora brasiliense Gina Vieira, que defende o ensino antirracista, reforça que exigir os direitos, como é o caso da liderança quilombola, não tem relação com caridade ou concessão, mas com a busca por direitos. “Os professores devem se pautar pela promoção do que está na Constituição, como a diversidade e celebração da identidade brasileira”. Para ela, se uma escola não está aplicando a lei, precisa ser cobrada.</p>



<p>A professora Luiza Mandela, também pesquisadora e idealizadora de cursos de educação para a diversidade étnico-racial, no Rio de Janeiro, considera que a lei se tornou um respaldo para quem trabalha em sala de aula com esses temas da cultura afro-brasileira. “Isso não deixa de ser um avanço”, afirma.</p>



<h2>Motivos para celebrar</h2>



<p>A pesquisadora diz que há razões para comemorar os 22 anos da lei, já que possibilitou iniciativas positivas nas estruturas educacionais e o interesse de professores na busca de&nbsp;informações sobre&nbsp;a temática. “Nós tivemos avanços como produções intelectuais negras voltadas para a temática étnico-racial”, diz.</p>



<p>Conforme Gina Vieira, é importante celebrar mais de duas décadas de legislação, resultado de luta histórica do movimento negro que deve ser vista por diferentes perspectivas. Uma delas é ética. “É errado negar aos estudantes a possibilidade de uma formação humana integral e diversa”. Para ela,&nbsp;o currículo, o material didático e a organização do trabalho pedagógico sempre foram orientados no país por uma perspectiva branca que tornou&nbsp;subalternas&nbsp;todas as outras culturas.</p>



<p>Ela entende ainda que, pela primeira vez, de maneira contundente na escola, há uma celebração da estética negra, incluindo a de corpos negros e representações sobre o cabelo crespo. “Então, eu acredito que há muito a comemorar”.</p>



<h2>Aperfeiçoamento</h2>



<p>No entanto, as pesquisadoras defendem que a legislação e a aplicação precisam ser aperfeiçoadas. “A legislação também pode ser aperfeiçoada com relação à fiscalização do cumprimento dessa lei”, afirma Luiza Mandela. Gina Vieira acrescenta que a aplicação de uma lei envolve mudanças estruturais e políticas públicas, incluindo as mudanças do currículo, do material didático&nbsp;e da forma como os professores são formados nos programas de pós-graduação.&nbsp;</p>



<p>As professoras veem, por um lado, que faltam disciplinas obrigatórias para os cursos de licenciatura se aprofundarem nesses&nbsp;temas. Por outro, pode ainda haver resistência de profissionais do ensino público e privado. “Para melhorar a formação docente, é necessário realmente ter uma lei que determine a obrigatoriedade dessas temáticas em todos os cursos”, diz Luiz Mandela.&nbsp;</p>



<h2>Repertório</h2>



<p>O tema, aliás, tem sido cobrado a&nbsp;quem ingressa&nbsp;no ensino superior nos vestibulares, inclusive na última edição do Exame Nacional do Ensino Médio &#8211;&nbsp;&#8220;Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”.&nbsp; “Isso levou&nbsp;todo mundo a falar sobre o&nbsp;assunto. A gente até se pergunta como é que escreveram os estudantes das escolas que não estão aplicando a lei. Eles tiveram repertório para fazer a redação?”, questionou Gina Vieira.&nbsp;</p>



<p>Ela entende que iniciativas como essa do Enem são pertinentes e relevantes. Mas, por outro prisma, segundo Gina, não deve ser debatido apenas para que os alunos sejam capazes de fazer uma redação ou responder a uma questão, mas para que, de fato, seja promovido outro olhar sobre o mundo.&nbsp;</p>



<p>Oo professor de sociologia pernambucano Claudio Valente, que coordena projeto educacional na comunidade do Ibura, considera&nbsp;que a escola tem papel fundamental na socialização do indivíduo. “Não tem como falar de Brasil e não tocar nos temas de cultura afro-brasileira. Por isso, essa lei é muito importante. Mas é preciso que haja fiscalização sobre a aplicação nos currículos”.&nbsp;</p>



<p><a href="http://pesquisa%20divulgada%20em%202023/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pesquisa&nbsp;divulgada em 2023</a>&nbsp;pelo Instituto Alana e Geledés Instituto da Mulher Negra&nbsp;identificou que sete em cada dez&nbsp;secretarias municipais de Educação não realizavam nenhuma ação ou desenvolviam poucas ações para implementação do ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas.</p>



<h2>Política nacional</h2>



<p>Em nota à&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>, o Ministério da Educação defendeu que houve, nesses 22 anos da Lei 10.639, avanços significativos. Citou, entre eles, o lançamento, em maio do ano passado, da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ). “Outro marco importante foi a instituição do feriado nacional de&nbsp;20 de novembro, em homenagem à Consciência Negra e a Zumbi dos Palmares”.</p>



<p>A assessoria de comunicação do ministério lembrou&nbsp;que, do ponto de vista pedagógico, proporcionou a possibilidade de reorientar materiais didáticos, literários e instrucionais para uma perspectiva de superação da discriminação racial e valorização das aprendizagens.</p>



<p>Outra consideração feita pelo governo é que, pela primeira vez em 21 anos, o MEC realizou pesquisa que apresenta dados sobre a implementação da educação para as relações étnico-raciais e da educação escolar quilombola. “Esse monitoramento contou com a participação de todas as secretarias estaduais de Educação e obteve 97,8% de adesão, com o questionário aplicado entre março e julho de 2024”.</p>



<p>A iniciativa faz parte da política nacional e pretende, a partir dos resultados, implementar ações e programas voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino. “Além disso, a política visa a formar profissionais para a gestão e a docência em educação para as relações étnico-raciais e educação escolar quilombola, consolidando um compromisso com a equidade e a diversidade no âmbito educacional”.</p>



<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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