A saúde mental e a necessidade de melhoria dos serviços públicos de atendimento psicossocial foram os temas centrais dos debates durante a Sessão Plenária desta terça-feira (1/9) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A discussão ocorreu no dia em que se inicia formalmente a campanha nacional Setembro Amarelo, dedicada à conscientização, prevenção ao suicídio e valorização da vida.

O marco inicial da mobilização foi destacado pela deputada Brena Dianná (UB), que chamou a atenção para os cuidados contínuos com a saúde mental. Em seu pronunciamento, a parlamentar enfatizou que o bem-estar psicológico e emocional deve ser tratado como prioridade em políticas públicas, destacando que a promoção do diálogo é o primeiro passo para combater o estigma que ainda envolve o tema.

Cesmam

Seguindo na mesma pauta, a deputada Mayra Dias (PSD) ressaltou que o Setembro Amarelo precisa ir além das campanhas educativas. A parlamentar destacou leis e ações de seu mandato voltadas à causa e ressaltou que o crescimento de diagnósticos de depressão, crises de ansiedade e outros transtornos exige uma resposta estruturada por parte do Estado. “Não basta fazer campanha. É preciso ter estrutura para atender quem precisa”, afirmou a deputada Mayra Dias.

A parlamentar fez um alerta sobre as condições de funcionamento do Centro de Saúde Mental do Amazonas (Cesmam), unidade de referência no estado que, no momento, opera com número reduzido de leitos, segundo a parlamentar.

“Estamos falando de pessoas em sofrimento grave, que chegam ao Cesmam em situações de urgência e emergência. São famílias que procuram ajuda para um filho, uma mãe, um pai ou um irmão. Quem está em crise não pode esperar”, completou Mayra Dias.

Dependência química

A deputada Alessandra Campelo (PSD) reforçou as cobranças sobre a rede pública estadual de atendimento psicológico, e solicitando a disponibilização e expansão de unidades de saúde preparadas para acolher demandas psicossociais.

Campelo deu ênfase às dificuldades enfrentadas por dependentes químicos e suas famílias na busca por tratamento adequado e vagas na rede pública, defendendo que a assistência aos dependentes é parte fundamental da rede de cuidado integral em saúde mental.

“A Procuradoria Especial da Mulher, desta Casa, acompanha o caso de uma moça, dependente química; mas que não consegue internação porque precisa esperar na fila do SisReg”, revelou Campelo, destacando que o dependente químico não tem como esperar na fila do SisReg, porque senão ele desiste.

“O atendimento tem que ser imediato”, declarou a deputada.

Texto e Foto: Divulgação/Aleam

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