A presença de fumaça proveniente das queimadas tem gerado preocupação em Manaus, devido aos impactos na qualidade do ar e aos riscos à saúde da população. Associado aos incêndios na vegetação e à dispersão de partículas poluentes na atmosfera, o fenômeno pode comprometer a visibilidade e provocar problemas respiratórios, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes.
A fumaça liberada durante as queimadas contém partículas finas e outros poluentes que, quando inalados, podem causar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de tosse, falta de ar e agravamento de condições como asma e bronquite. A intensidade dos efeitos depende da concentração de poluentes, das condições meteorológicas e do tempo de exposição.
De acordo com Ana Karoline Maia, enfermeira, infectologista, mestre em Saúde Pública e professora da disciplina de Introdução à Epidemiologia do Centro Universitário Martha Falcão Wyden, a exposição à fumaça exige atenção, principalmente dos grupos mais vulneráveis.
“A fumaça das queimadas compromete a qualidade do ar e pode provocar desde irritações nos olhos e nas vias respiratórias até o agravamento de doenças como asma e bronquite. Por isso, é importante reduzir a exposição à fumaça, evitar atividades físicas ao ar livre nos períodos de maior concentração de poluentes e procurar atendimento de saúde caso surjam sintomas como falta de ar ou dificuldade para respirar”, orienta a professora.
Diante desse cenário, a população deve adotar medidas preventivas, como manter-se hidratada, evitar atividades físicas ao ar livre quando houver muita fumaça e reduzir, sempre que possível, a exposição ao ar poluído. Pessoas que apresentarem sintomas respiratórios devem procurar orientação médica, sobretudo em casos de dificuldade para respirar.
Além dos cuidados individuais, a prevenção e o combate às queimadas, a fiscalização ambiental e a conscientização da sociedade são fundamentais para reduzir os impactos sobre a saúde pública e o meio ambiente. Os incêndios florestais contribuem para a degradação ambiental e agravam os desafios relacionados à preservação da Amazônia.
Ao destacar a importância da conservação ambiental, Ana Karoline reforça que o enfrentamento do problema exige responsabilidade coletiva e medidas efetivas de proteção da floresta.
“Precisamos reforçar que as queimadas estão relacionadas ao desmatamento e à degradação da nossa Floresta Amazônica. Se não houver um esforço urgente para preservar esse patrimônio, os impactos ambientais e os riscos à população tendem a se agravar. O desenvolvimento é necessário, mas precisa ser conduzido com responsabilidade e compromisso com a preservação ambiental”, ressalta.
A situação reforça a importância do monitoramento da qualidade do ar e da divulgação de informações confiáveis pelos órgãos responsáveis, para orientar a população e minimizar os riscos durante os períodos de maior incidência de fumaça na capital amazonense.
Fotos: Adriano Silva