Informativo apresenta atualizações dos sistemas de monitoramento e ações para atender a população afetada

O Governo do Amazonas, por meio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, divulga, nesta quarta-feira (21/10), o boletim com informações sobre a estiagem no estado.

De acordo com a Defesa Civil, 104.690 famílias foram atingidas pelo desastre de estiagem. Atualmente, 42 municípios estão em situação de Emergência: Alvarães, Amaturá, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Boca do Acre, Caapiranga, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tapauá, Tefé, Tonantins, Uarini e Urucurituba.

Outros 15 municípios estão em Alerta: Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos, Borba, Canutama, Fonte Boa, Guajará, Japurá, Manaus, Manicoré, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará.

E outros cinco municípios estão em situação de Atenção: Anamã, Codajás, Iranduba, Itacoatiara e Itapiranga.

A Defesa Civil do Amazonas informa que o Centro de Monitoramento e Alertas da Defesa Civil do Amazonas (CEMOA) emitiu novos alertas na manhã desta quarta-feira (21/10) devido a alterações na qualidade do ar decorrentes de incêndios florestais em áreas não protegidas no estado. O primeiro classifica a qualidade do ar em nível Severo (com concentrações de MP2,5 superiores a 125 µg/m³ e qualidade considerada péssima) especificamente para a área urbana de Autazes. O segundo indica nível Alta (concentrações de MP2,5 entre 50 e 125 µg/m³ em 24 horas, qualificadas como Ruim a Muito Ruim) nos municípios de Barreirinha, Boca do Acre, Careiro, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Itamarati, Manaus, Manaquiri, Maués, Nhamundá, Novo Aripuanã, Nova Olinda do Norte, Parintins, São Sebastião do Uatumã, Silves e Urucurituba.

Um terceiro boletim registra nível Moderado (concentrações de MP2,5 acima de 15 µg/m³ em 24 horas) para Alvarães, Anamã, Boca do Acre, Borba, Carauari, Coari, Envira, Humaitá, Japurá, Manicoré, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, São Paulo de Olivença, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga, Tapauá e Tefé. Os avisos são válidos até a manhã de quinta-feira (22/10).

Ações do governo

O Governo do Amazonas tem intensificado as ações de prevenção e combate às queimadas e aos efeitos da estiagem, em articulação com o Governo Federal. Cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, atuam na operação, que conta com o apoio de 18 aeronaves, sendo 16 do Governo Federal e duas do Governo Estadual. São oito Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros.

Entre as medidas adotadas estão a contratação de mais 153 brigadistas florestais, por meio do programa Floresta em Pé; o monitoramento e o combate aos incêndios; além da entrega de viaturas, incluindo picapes equipadas com kits de combate a incêndio, e de equipamentos multimissão.

Na área de fiscalização ambiental, a Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a operação Amazonas+Verde realiza ações de combate a incêndios em 33 municípios. Já a Operação Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo com apoio de drones e viaturas equipadas com internet via Starlink, podendo aplicar multas e embargos em casos de infração.

Entre 1º de junho e 20 de outubro, o CBMAM contabilizou 3.789 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 23.527 focos, sendo 4.708 na capital e 18.819 no interior.

Como medida preventiva, o Estado estabeleceu decretos proibindo o uso do fogo por 120 dias em todo o Amazonas, ressalvadas as exceções previstas em lei. Também, por meio de decreto, foram declaradas situações de emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o estado devido à estiagem, permitindo ampliar as ações de resposta e recuperação.

As iniciativas incluem ainda atividades de educação ambiental, que alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto de 2026, e o monitoramento dos focos de calor por imagens de satélite, realizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), para direcionar as fiscalizações e identificar possíveis infrações ambientais.

Texto e Foto: Divulgação/Governo do Amazonas

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